May 17, 2015

CHAO PAK KEI 4 - 2 SPORTING CLUBE DE MACAU




Nota prévia
Sob pena de correr o risco do recurso a uma terminologia banal, é relevante dizer que o futebol é, indubitavelmente, uma caixa de surpresas. Depois de impôr uma vitória por 3-1 ao primeiro classificado, Ká I, a equipa do Sporting viu-se confrontada com um C.P.K. que jogou aguerridamente e com toda a vontade durante todos os 90'.
De notar, porém, que o árbitro do encontro fez uma das piores arbitragens que o Sporting sofreu, sem que, contudo, este reparo pretenda ser desculpa.

Equipa do Sporting
Guarda-redes:  Juninho
Defesas: Amâncio Goitia, Óscar Iéong, Timba Eder, Chan Pak Chun
Médios:Lei Ka Man, Edgar Silva, Alex Sampaio (Iribeira), Vernon Wong
Avançados: Bruno Brito e Gaspard Laplaine

O jogo começa com o C.P.K. lançado ao ataque, ganhando um canto logo aos 2'.
Durante os primeiros cinco minutos o adversário lança-se ao ataque buscando um golo madrugador.
Aos 7'39" é quase golo do Sporting na sequência de um livre.
Contudo o CPK faz um jogo de grande intensidade, apostando na posse de bola e troca rápida de bola com muita mobilidade dos seus jogadores.
Aos 23' Lei Ka Man faz um passe para Gaspard Laplaine dentro da área mas por um segundo o guarda-redes antecipa-se.
Aos 25' Vernon Wong marca mas está em fora de jogo.
Aos 29' 40" na sequência de um desentendimento da defesa do Sporting, o CPK faz 1-0.
Pouco depois, aos 34', a intensidade do jogo do CPK num contra-ataque resultam no 2-0 marcado por Diego Patriota.
Aos 36' Alex Sampaio - que tinha sido amarelado no princípio do jogo, quando o árbitro desatou a distribuir cartões ao menor contacto - dentro da área adversária tenta um pontapé de bicicleta com um adversário próximo. Foi o suficiente para o árbitro mostrar o segundo amarelo e expulsar Alex Sampaio, numa decisão muito questionável que só a televisão poderá aclarar. O Sporting via-se reduzido a dez jogadores.
Até ao intervalo o jogo mantém-se com os nossos jogadores a reagirem com todo o esforço perante uma decisão que já se disse, muito questionável.

INTERVALO

No reatar do jogo, o técnico João Pegado procede a duas substituições: Pedro Maia entra para o lugar de Vernon Wong e Chan Kin Seng para o lugar de Lei Ka Man.
O Sporting vai respondendo com bons lances ao jogo do adversário. Porém, aos 65', quando estava balanceado para o ataque, a nossa equipa sofre o 3-0 num lance de contra-ataque. É um resultado nunca antes sofrido pelo Sporting.
João Pegado faz entrar Carr, um médio, para o lugar do defesa esquerdo Chan Pak Chun. 
No quarto de hora final, aos 83' é marcado um penálti contra o CPK. Contudo, curiosamente, o árbitro não mostra nem o amarelo nem o cartão vermelho ao autor do penálti...
Bruno Brito converte, e vai à baliza buscar a bola. 3-1.
Aos 87' num novo ataque à baliza do adversário, Chan Kin Seng faz o 3-2.
Há um sufoco nos sucessivos ataquesdo Sporting. O juiz dá 4 minutos de prolongamento. 
O Sporting bombeia bolas para a baliza adversária, e neste balancear final, um contra-ataque pela direita com um disparo cruzado e rasteiro sentencia a partida por 4-2.


Má arbitragem daquele que consideramos o pior árbitro da Liga, um local com fraca preparação e desqualificado na condução do encontro e suas consequência, mostrando tendências xenófobas.

May 11, 2015

WINDSOR ARCH KÁ I 1 - 3 SPORTING CLUBE DE MACAU


O Sporting alinhou com:
Juninho
Amâncio Goitia, Óscar Ieong, Timba Eder, Chan Pak Chun
Lei Ka Man, Edgar Silva, Alex Sampaio e Henrique Ferreira
Bruno Brito e Gaspard Laplaine

O jogo começou com as equipas a estudarem-se, numa toada de parada e resposta.
Aos 20', na sequência de um lançamento, Bruno Brito quase marcava no canto superior direito da baliza de Baptista.
O jogo é muito bem disputado com todos os elementos do Sporting a fazerem a diferença.
Aos 23' Gaspard quase marca dentro da área.
Aos 29' Alex Sampaio remata de fora da área por cima da trave.
O jogo mantém-se muito disputado com Juninho muito seguro e atento entre os postes.

Intervalo

Aos 50' num ataque pelo flanco esquerdo, Alexandre Matos remata imparavelmente, apesar do voo de Juninho. O Ká I faz andar o marcador: 1-0.
O Sporting retoma o jogo sem acusar o golo. Sente-se a vontade da equipa e, assim, aos 78' Brito empata a partida. 1-1.
O adversário ataca mas todos os seus ataques são rechaçados por uma defesa Sportinguista que se mostra impenetrável.
Aos 81' Martin Ho, que entrou para o lugar de Henrique Ferreira, Chan Kin Seng e Gaspard, dentro da área, quase marcam na sequência de trocas de bola.
Edgar Silva intercepta um passe a meio campo, arranca poderosamente com a bola, ultrapassa adversários, passa-a para Gaspard Laplaine à sua direita, que cruza para a grande área onde Brito finaliza, fazendo 2-1 para o Sporting. Estava-se no minuto 86o. do jogo.
Quatro minutos depois, quando o quarto árbitro mostra que se vão jogar mais 5' inacreditáveis minutos, uma falta a uns 30 metros da baliza origina um livre muito ao jeito de Bruno Brito que dispara fortíssimo, deixando o guarda-redes adversário pregado ao chão. A bola faz abanar as redes neste fortíssimo disparo de Brito. Está feito o 3-1. O Sporting virou brilhantemente o resultado.

Substituições:
Martin Ho para o lugar de Henrique Mesquita Ferreira
Vernon Wong para o lugar de Lei Ka Man
Chan Kin Seng para o lugar de Chan Pak Chun

April 27, 2015

MACAU DERBY - BENFICA 1 - 0 SPORTING - ENGLISH VERSION


Prelimminary comments:
There are games which are characterized by random. This was the case of a match where the defending champion did not sho the potential that it prides itself to have (particularly with the weakest teams where, with his "galactic team", achieves heavy defeats and then beaches, well supported by who knows who) and so we imagine the great champion to make Sporting pay for their loss against Ka I and other carousel fairy treats.

To us, a coach should be, above all, a builder of men. That's what we at Sporting have, do and believe. Forming men, is surely instilling values ​​of loyalty, of nobility, of character and manhood. Not feeding players who make their living by hitting adversaries.

Last season, we were approached by a team that was offered to lose to us. We refused, of course, and beat it for a very satisfactory margin.

In Sporting no coach would say no to his opponent colleague, after a draw, refusing the outstretched hand sportingly, that "your team and you are  s...". Edifying attitude, indeed, and too late to mend the hand. It's all about people well or poorly formed.

Sporting de Macau refuses both to receive benefits so as to be impaired, as it was the case of this match, against a team that has been overly protected.

Sporting does not give up its principles and, as already Windsor Arch Ka I, is now in first place, our turn will come.

Sporting aligned with:
Juninho goal-keeper
Amancio Goitia, Timba Eder, Oscar Ieong and Chan Pak Chun defense.
Martin Ho, Jorge Tavares, Edgar Silva, and Kaman Law in the midline,
Laplaine Gaspard and Bruno Brito in the attack.

The beginning of the match promptly shows the opponent's strategy, which was to put two attackers in the Sporting area and then prepare the rout that would inflict Sporting a load of goals as declared by the responsible of cheap talk from the other team.
After 2 minutes 33 seconds they had the fortuitous luck to score a goal. Yet, from then on, they never were able to truly threaten the goal of Sporting who promptly responded.

At 7'36" Bruno Brito passed the ball over the keeper, only to be saved by a defender. This originated two consecutive corners in favor of Sporting.
At 20' a raid of restless and powerful Gaspard Laplaine, was fouled inside the box in clamorous penalty that was not marked.

At that time, Tharaanga referee arbitration was manifestly biased. Any split ball, with rare exceptions, was marked against Sporting.

Having to play against two teams, Sporting did not give in and installed itself in the attacking half field.
At 42 'Gaspard Laplaine makes another shot at the goal.

BREAK

46 'Gaspard again Laplaine requires the adversary goalkeeper, specialist in the recent past in making obscene gestures to the bench of Sporting, to grovel at his feet up.
Except for very rare exceptions the opponent is placed outside the Sporting area. Very few times our keeper had to intervene.

Given the upward Sporting and the impossibility of penetration of Benfica attackers, they came to the conclusion that the important thing was to hold the result, and then comes the dramatic period of the game, trying to waste time because by then they just did not want to suffer a goal. It was the surrender after a fortuitous goal.

Patiently Sporting players awaited the end of each "injury" each lasting few minutes.

After 80' another situation of almost goal for Sporting, now with opposing players retreated to defend.
The referee continues to decide almost always in the same direction. An example was that our attacker, Gaspar Laplaine, sped in a rush to the opposite goal. He comes up against a opponent that causes a clash in which both fall. The referee, quickly decides against Sporting. This illustrates the way the game was refereed.

The number of free kicks in favor of Sporting shows the number of fouls committed to halt the Sporting. So it is that after 85'another free kick in our favour is marked, which unfortunately does not reach the destination.

And the game would end in an opponent's desperate situation, the one who would do the Sporting foot the bill through an avalanche of goals.

Conclusion: There is a fellow who is a "man hitter" by nature. The only way he knows how to play is hitting Sporting players. But it's amazing how the Macau referees allow this character to remain unscathed.

They did not win, they just put a fortuitous goal. Winning is dominating the game, is reducing  the opponent to zero. This was far from succeeding!Very much the contrary.

Long live Sporting Clube de Macau !!!

BENFICA 1 - 0 SPORTING CLUBE DE MACAU


Comentários prévios:
Há jogos que se caracterizam pelo fortuito. Foi este o caso de um jogo onde o campeão em título não mostrou o potencial de que se ufana de ter (sobretudo com as equipas mais fracas onde, com a sua equipa de estrelas, faz goleadas e depois encalha, bem apoiada sabe-se lá de que forma) e assim se imagina campeoníssimo a debitar facturas e farturas de feira.
 
Um treinador deve ser, acima de tudo, um formador de homens. É isso que nós no Sporting temos, fazemos e acreditamos. Formar homens, seguramente é incutir valores de lealdade, de hombridade e  não alimentar caceteiros. No campeonato da época passada, fomos abordados por uma equipa que se oferecia para perder. Recusámos, naturalmente, e batemo-la por uma margem muito satisfatória. 
No Sporting nenhum treinador diria ao seu colega adversário, depois de um empate, recusando a mão desportivamente estendida, que "a tua equipa e tu são uma m..." . Edificante, puramente edificante e vai tarde para emendar a mão. É tudo uma questão de pessoas bem ou mal formadas.
O Sporting de Macau recusa-se tanto a receber benefícios como a ser prejudicado, como o foi neste encontro e tem sido sempre que joga com uma equipa que tem sido transportada ao colo.

O Sporting não abdica dos seus princípios e, tal como o Ká I já está em primeiro lugar, chegará a nossa vez.

O Sporting alinhou com:
Juninho na baliza
Amâncio Goitia, Timba Eder, Oscar Ieong e Chan Pak Chun na defesa.
Martin Ho, Jorge Tavares, Edgar Silva, e Lei Kaman na linha média,
Gaspard Laplaine e Bruno Brito no ataque.

O começo da partida mostra prontamente a estratégia  do adversário, que era a de colocar dois pontas de lança na área do Sporting e daí preparar a goleada que iriam inflingir ao Sporting para cobrar uma certa factura declarada pelo responsável pelas faladuras do outro clube.
Se aos 2 minutos e 33 segundos tiveram a sorte fortuita de conseguir marcar um golo, nunca mais foram capazes de ameaçar verdadeiramente a baliza do Sporting que prontamente reagiu.
Aos 7'36" Bruno Brito quase marca num balão ao guarda-redes adversário que originou dois cantos seguidos a favor do Sporting
Aos 20' uma incursão do irrequieto e poderoso Gaspard Laplaine, este é derrubado dentro da área em clamoroso penálti que não foi marcado. 

Nessa altura a arbitragem de Tharaanga era manifestamente parcial. Qualquer bola dividida, com raras excepções, era marcada falta contra o Sporting.

Tendo que jogar contra duas equipas, o Sporting não cede e instala-se no meio campo do adversário. 
Aos 42' Gaspard Laplaine faz outro remate.
 
INTERVALO
 
Aos 46' novamente Gaspard Laplaine obriga o guarda-redes contrário, especialista num passado recente em fazer gestos obscenos para o banco do Sporting, a rojar-se aos seus pés.
Salvo rarissimas excepções o adversário fica colocado fora da área do Sporting. O nosso guarda-redes poucas vezes teve de intervir.

Dado o ascendente do Sporting e a impossibilidade de penetração dos avançados do Benfica, estes chegam à conclusão que o importante é segurar o resultado, e então surge o período teatral do jogo, tentando gastar tempo, porque nessa altura já só não queriam empatar. Era a rendição depois de um golo fortuito.

Pacientemente os jogadores do Sporting esperaram o fim de cada "lesão" que dura uns minutos.

Aos 80' outra situação de quase golo para o Sporting, agora com os jogadores adversários recuados a defender. 
O árbitro continua a decidir quase sempre para o mesmo lado. Um nosso avançado, Gaspar Laplaine, vai na sua velocidade característica numa arrancada para a baliza contrária. Surge-lhe pela frente um adversário que provoca um choque em que os dois caem. O árbitro, lesto, corre a marcar falta contra o Sporting. Isto ilustra bem o modo com o jogo foi arbitrado.

O número de livres marcados a favor do Sporting mostra o número de faltas cometidas para travar o Sporting. Assim é que aos 85' é mais um livre que, infelizmente não chega ao destino.

E o jogo terminaria numa situação de desespero do adversário, o tal que iria fazer o Sporting pagar a factura através de uma cabazada. 

Conclusão: há um energúmeno que é "trauliteiro" por natureza. Só sabe jogar dando pancada. Mas é espantoso como os árbitros de Macau permitem que esse personagem se mantenha incólume.

Não nos ganharam, apenas meteram um golo fortuito. Ganhar é dominar o jogo, é reduzir o adversário a zero. Isso esteve bem longe de suceder!

Viva o Sporting Clube de Macau !!!

April 19, 2015

SPORTING CLUBE DE MACAU 2 - 0 POLÍCIA

Perante o empate do Monte-Carlo frente à Casa de Portugal, era premente que o Sporting Clube de Macau vencesse a Polícia que, na primeira volta, tinha imposto um empate.

O Sporting alinhou com:
- Joe Tai na baliza
- Amâncio, Óscar Ieong, Timba Eder e Lei Ka Man na defesa
- Carr Ieong, Edgar, Alex Sampaio e Henrique Ferreira no meio campo
- Bruno Brito e Jorge Tavares no ataque.

A novidade no xadrez leonino é a dupla atacante constituída por Bruno Brito e Jorge Tavares.
O Sporting assumiu, desde o início o comando do jogo, dominando o adversário numa toada mais lenta ainda que procurando sempre chegar à bola primeiro.
Os jogadores movimentam-se bem no terreno, a equipa está moralizada e instala-se no meio campo do adversário que se remete a uma posição de contra-ataque que durante todo o jogo não teria sucesso perante a defesa leonina jogando simples.

Aos 24' Brito, de livre, coloca a bola na "gaveta" enquanto Alex Sampaio salta com o guarda-redes, fazendo o 1-0 para o Sporting, o que colocou a equipa melhor.
Aos 25'50" novo livre que bate contra o rosto de um homem da barreira. Os ataques sucedem-se.
Aos 37' Jorge Tavares entra na área pelo lado direito do ataque do Sporting, vencendo em corrida um defesa que o empurra fortemente pelas costas fazendo penálti que passou total e clamorosamente em claro, pois se o juíz não viu, o juiz de linha tinha de ter visto. Foi demasiado evidente e pouco subtil.
Nas escassas ocasiões em que a Polícia chegou ao nosso meio-campo, a defesa deu excelente conta do recado. E no ataque praticamente continuado do Sporting, termina o primeiro tempo.

Intervalo

No reatamento o Sporting mantém o controlo de bola, fazendo uma excelente circulação de bola de que resultam ataques. Num desses ataques a bola chega a Alex Sampaio que, de fora da área remata imparável para o 2-0.
Este guarda-redes da Polícia iria demonstrar ser um excelente elemento, indo buscar bolas que eram golos. 
Ao 74' um remate de Tavares, quase à queima-roupa é defendido pelo guardião. 
Noutra ocasião, ao 79' Henrique Ferreira dispara para uma excelente defesa em voo.
Não fosse o guardião adversário e o penálti não marcado, o desafio teria tido outra margem de golos.

Substituições:
Aos 70' Edgar Silva, médio, sai para a entrada de Nicolas Friedmann, atacante.
Aos 78' Amâncio cede o lugar a Vernon Wong que mantém a pressão.
Aos 85' Alex Sampaio é substituído por Oswaldo Noronha, um exemplo de enorme dedicação e total amadorismo que merece destaque. Oswaldo é um atleta que não desiste e está sempre presente, merecendo com isso um destaque especial aqui.

March 18, 2015

OS PLANOS QUINQUENAIS DA R.P. DA CHINA





O desmedido e inacreditável crescimento da R.P. da China, quer a nível económico quer, ainda, a nível tecnológico e desportivo, levou escassos 30 anos.

Quando decidiu finalmente participar nos Jogos Olímpicos, após uns ensaios muito longínquos, foi em 1984, em Los Angeles, após o reconhecimento do Comité Olímpico da R.P.C. em 1979, após anos de luta política com Taiwan.

Nesse ano, para estreia, a China ganhou 15 medalhas de ouro, tendo ficado classificada em 4o. lugar no resultado final.
Mas já há muito se percebeu que a R.P. da China tem planos para o seu fortalecimento e expansão.

Dentro dessa política de desenvolvimento e expansão, veja-se esta notícia com uma fotografia do Presidente Xi Jing Ping a impulsionar por via escolar e tecnológica o desenvolvimento do futebol e, consequentemente - no caso chinês - do futebol de competição e reavivar as fortunas originadas pelo futebol, devidamente controladas pelas campanhas anti-corrupção, para maior diversificação e riqueza de um país que tem tanta gente, e equipas financeiramente tão poderosas, que não custa muito perceber que os Planos Quinquenais da R.P. da China abarcam tudo e graças a eles, a velocidade de recuperação em relação a outros países, incluindo a Europa, é espantosa.

Nós, por cá, limitamo-nos infelizmente a ouvir responsáveis dizer que muitas equipas que cá vieram jogar elogiaram os relvados dos campos de Macau - inegáveis no seu sentido de humor - enquanto, mais uma vez se vê, infelizmente, como o futebol de Macau, sem sólidas bases de formação, se fica pelo caminho, infelizmente, logo na primeira eliminatória.

Que cada um, com a maior objectividade, tire as suas conclusões.


March 9, 2015

A OVA DO PRESTÍGIO...





No texto anterior, designado de Trincheira, tive oportunidade de, mais uma vez, falar da necessidade de uma boa gestão desportiva, quando se tem como paradigma o modo como é organizado o Grande Prémio de Macau, o maior cartaz internacional do Território.
Entretanto, por razões bizantinas, o campeonato de futebol de Macau foi suspenso por todo o mês de Março, tendo suscitado reacções muito negativas na imprensa, por parte dos clubes e equipas chamados a pronunciarem-se, demonstrando o quanta razão nos assistia no texto que escrevemos.
Com efeito, pensar-se-ia que as selecções treinariam diariamente, que entrariam em estágio intensivo. Mas tal não acontece. As selecções não treinam diariamente, os sub-23 não são a selecção, são uma invenção da A.F.M., tanto quanto os sub-18 e sub-16 e tudo não passa de uma crassa incompetência da Associação de Futebol de Macau que, de gestão, estamos conversados. Como diz o ditado: dá deus nozes...
Agora, para compôr o ramalhete, o Sporting Clube de Macau foi informado pelo Instituto dos Desportos de que, a partir do dia 15 do corrente mês de Março, o chamado Quintal Desportivo, onde muitas equipas treinam, vai ser fechado para "descanso" do já inexistente relvado natural.
É tudo surreal e trágico, pois muitas das equipas que não têm a fortuna e privilégio de treinar nos estádios, vão ficar sem o único lugar para treinarem, exactamente a 15 dias do recomeço do campeonato.
Em termos de coordenação entre Associação e Instituto do Desporto, estamos perante um caso de puro humor negro. O campeonato pára um mês e nos quinze dias anteriores ao seu reinício, tira-se o tapete debaixo dos pés das equipas que não têm o privilégio de treinar em estádios de futebol, e tudo por causa da extrema teimosia em não se encarar a alternativa da relva sintética de última geração e da ausência de um diálogo construtivo com os clubes. No desporto em Macau, a prática tem sido fazer as asneiras primeiro e falar depois.
Com efeito, o paradigma do Grande Prémio, dos Jogos da Ásia Oriental e outras escassas organizações constituem excepções à regra do autêntico lamaçal em que se encontra o futebol de Macau e a sua gestão e organização.
Como já foi dito, em situações verdadeiramente kafkianas como esta, a lama não cai sobre os clubes e equipas. A lama do mau desempenho e da descoordenação cai sobre as entidades directamente responsáveis. Por isso, porque defender a relva natural como fonte de prestígio do futebol de Macau é uma óbvia falácia, seria verdadeiramente urgente que se criasse uma Comissão Coordenadora para o Futebol, despojada de intuitos eleitoralistas, e constituída por profissionais competentes na organização e gestão de recursos materiais e humanos e com profundos conhecimentos do futebol - capazes de criar uma verdadeira Liga, promover à verdadeira formação de árbitros e de um seu organismo autónomo - fosse encarregue de organizar os campeonatos de futebol, assegurar uma correcta gestão de recursos materiais e humanos.
Profissionais competentes há-os em Macau, com experiência e saber, e em Portugal, profissionais e árbitros desempregados há-os às centenas.
É que, já neste momento, não sei como os clubes verbalizarão mais esta machadada na difícil existência do futebol de Macau, se não se tomarem medidas que resgatem definitivamente o estado actual do futebol em Macau que vai de mal a pior.