May 14, 2014

JOGO ADIADO E A VERDADE DESPORTIVA


SOBRE A VERDADE DESPORTIVA

No passado Domingo, dia 11 de Maio de 2014, abateu-se uma chuvada diluviana que interrompeu o jogo da Polícia contra os Sub-23 quando a equipa policial ganhava por 2-0 aos 62 minutos.

O Sporting Clube de Macau jogava a seguir, pelas 19:30 contra o Kei Lun. Foi considerado pelo árbitro, após testes ao campo, que o jogo teria de ser adiado. Até aqui tudo bem, ou quase tudo.

Um pequeno pormenor de grande importância falhou. A Associação de Futebol de Macau não comunicou até hoje, 4a. feira, dia 14 de Maio, quando seria a repetição do jogo.
Segundo o seu Regulamento que pode ser visto aqui em Português, o artigo 11o. diz o seguinte:

Artigo 11.º Interrupção do Jogo
1. Os jogos da 1.ª Divisão, 2.ª Divisão, 3.ª Divisão, Taça Presidente AFM, Taça AFM, Juniores Sub-18 e Juniores Sub-16 têm a duração de 90 minutos. Caso o jogo seja interrompido por qualquer tipo de incidente que impeça o jogo de completar-se os 90 minutos regulamentares, cabe à Direcção da AFM decidir se o último resultado antes da interrupção é considerado o resultado final, ou o jogo deve ser realizado, numa data posterior, com a duração de 90 minutos.  

 A verdade desportiva, do ponto de vista ético que lhe dá forma e preside, obrigaria a que neste regulamento, não pudesse estar à discrição da A.F.M. que o jogo da Polícia, interrompido aos 62 minutos, pudesse dar-se por findo, ou ser relegado para uma data posterior completamente indefinida. Com efeito, se um minuto de jogo pode fazer a diferença, 28 minutos podem fazer toda a diferença.

No caso do Sporting vs Kei Lun, este desafio deveria, à luz de todos os bons princípios, realizar-se antes de qualquer outro envolvendo as duas equipas, pelas mesmas razões aduzidas no parágrafo anterior, para que se mantenha a verdade desportiva. Nenhum desafio pode estar adiado sine die sob pena de distorção da realidade das equipas, como, por exemplo, o comprova o artigo 22o. da Liga de Futebol Profissional de Portugal que diz o seguinte:

Artigo 22.º

Adiamentos devidos às alterações dos estádios e casos fortuitos 

1. Quando, por causa fortuita ou de força maior, não se verifiquem as condições para que um jogo se inicie ou se conclua, este realizar-se-á ou completar-se-á no mesmo estádio, dentro das 30 horas seguintes, salvo se:

a) os delegados dos dois clubes declararem no Boletim do Encontro o seu acordo para a realização ou conclusão do mesmo noutra data, respeitados os limites referidos nos n.os 2 e 3 do artigo 19.º;

Admitamos também que a bem da verdade desportiva o mesmo estabelece o máximo de 30 horas para que se reponha a verdade desportiva que significa jogar com o máximo de semelhança das condições de composição das equipas.   

Admitamos ainda que há equipas em ligas profissionais europeias com jogos em atrazo por disputarem, na mesma data, jogos de competições internacionais. Porém, tais impedimentos são conhecidos de antemão e nem existe sequer a necessidade de reconstituir a verdade desportiva porque os jogos foram, antecipadamente, adiados justificadamente.
A Associação de Futebol de Macau existe, ao que julgamos saber, para servir o futebol de Macau, e não para se manter incomunicável e sem qualquer decisão clara. 
Estamos certos de que a A.F.M. conhece o significado da verdade desportiva. O curioso é saber porque é que não é aplicada. 
Resta saber o que vai saír em termos de decisão, porquanto é obrigação de qualquer Associação manter todas as equipas participantes devidamente informadas. 
Aguardemos...

Saudações Leoninas.


April 21, 2014

MONTE CARLO 2 - SPORTING 5


DATA: 20.ABRIL.2014 pelas 17h30

Onze inicial
Juninho
Gibelino, Rui Cid, Rui Pires, Edgar Silva
Bruno Brito, Pedro Maia, Carr Ieong, Rodrigo Veloso
Pascoal Júnior, Alexandre Matos

1ª parte equilibrada, com ritmo lento e equipas cuidadosas, tentando jogar no erro do adversário. Os ataques alternam-se, mas com poucas ocasiões de perigo iminente
Montecarlo inicia com formação diferente do jogo da 1ª volta.
No Sporting, Edgar Silva actua como central, substituindo o castigado Wamba.
1’ Ataque do Montecarlo, com cabeceamento ao lado da baliza do Sporting
6’ Ataque do Sporting, com Alexandre Matos no corredor esquerdo a solicitar Rodrigo, que remata com perigo à baliza do Montecarlo. Boa defesa de Domingos Chan.
15’ Montecarlo surge com perigo na área do Sporting. Remate com defesa fácil de Juninho.
23’ Como punição de uma falta inexistente de Pedro Maia (suposta mão na bola), livre marcado directamente à baliza do Sporting, com defesa segura de Juninho
31’ Gibelino magoa-se em lance disputado e e assistido no terreno, recuperando satisfatoriamente
35’ Cartão amarelo para Rui Cid, por entrada fora de tempo sobre jogador do Montecarlo. Livre em posição perigosa, no lado esquerdo do ataque do Montecarlo. A bola é cruzada para a área e cabeceada para fora, sem perigo para Juninho.
39’ Substituição. Entra Gaspard Laplaine, sai Carr Ieong. O Frances traz mais dinâmica ao jogo dos Leões, tornando o ataque do Sporting mais perigoso
45’ Rodrigo Veloso remata, ainda fora da area, com muita força, obrigando Domingos a uma boa defesa.
 INTERVALO
Na segunda parte, o Sporting regressa, operando imediatamente as duas substituições que faltavam. A equipa Portuguesa domina toda a segunda parte, tendo assinado os melhores 45 minutos da época.
45’ Substituição, entra Jardel, sai Pascoal Júnior.
45’ Substituição, entra Miguel Soares, sai Rodrigo Veloso.
45’ GOLO do Sporting. Após passe de Miguel, tremendo balão de Brito, aproveitando a saida de Domingos Chan, no lado direito do ataque e já dentro da grande área do Montecarlo. 0-1
47’ GOLO do Montecarlo. Resposta imediata do adversário, que aproveita um momento menos feliz de Juninho. Um remate aparentemente inofensivo e desferido a figura do guardião, que deixa passar a bola entre as mãos. 1-1
49’ Jogada individual de Gaspard, pela esquerda, rematando ao lado.
51’ GOLO do Sporting. Livre directo marcado por Brito, fora da área do Montecarlo, no lado esquerdo. Brito encontra no primeiro poste o colega Edgar Silva, que se antecipa ao defesa e desfaz a igualdade. 1-2
55’ Na sequência de um pontapé de canto, Edgar cabeceia por cima da baliza do Montecarlo
57’GOLO do Sporting. Alexandre Matos, em lance individual pela esquerda, ganha a bola aérea, finta um adversário e passa a Gaspard Laplaine, que fintou dois adversários, incluindo o guarda-redes, e rematou cruzado e rasteiro com o pé esquerdo para 1-3.
59’ Remate à baliza do Sporting, na sequência de livre directo. Juninho defende com segurança.
60’ Livre directo favorável ao Montecarlo, em posição central e à entrada da grande área. Remate à baliza, com defesa de Juninho.
62’ Jogada individual de Alexandre Matos, com remate à baliza e boa defesa de Domingos Chan.
64’ Montecarlo esgota as suas substituições
66’ GOLO do Sporting. Alexandre Matos trabalha a bola individualmente pela ala esquerda e remata cruzado na passada com o pé esquerdo. 1-4
68’ Cartão amarelo para César Gibelino, na sequência de uma falta inexistente
70’ GOLO do Sporting. Alexandre Matos cruza da esquerda, com Brito a dominar de peito e, sem deixar a bola cair no chão, remata de tesoura (quase bicicleta), marcando mais um golo de belo efeito. 1-5
72’ Cartão amarelo para Gaspard, após entrada perigosa por trás. O jogador do Montecarlo fica lesionado e não joga mais. O Montecarlo fica reduzido a 10 jogadores.
83’ Brito assina mais uma grande jogada pelo corredor direito do ataque Sportinguista, passando 4 adversários e cruzando com o pé esquerdo por detrás do direito. Jardel remata de primeira de bicicleta, mas por cima da baliza do Montecarlo
89’ Remate perigoso de Brito, fora da área, com a bola a rasar o poste direito da baliza adversária.
90’+2’ GOLO do Montecarlo. Jogada confusa na area do Sporting, com a bola a ser introduzida na baliza do Sporting.
90’+4’ Final do jogo

Após primeira parte morna, a segunda parte teve 7 golos, alguns de excelente recorte técnico. O Sporting dominou a etapa complementar e justifica totalmente a vitória. Perfeito tónico após a derrota contra o Benfica, nas circunstâncias em que ela ocorreu.
Uma exibição e vitória convincentes, que impediram que os habituais artificios do adversário (as quedas e gritos frequentes) resultassem em males maiores para o Sporting. Ainda assim, dois cartões amarelos foram mostrados a jogadores Sportinguistas, sem que fosse possivel vislumbrar qualquer razão para tal.
Relato: Cortesia do Consócio José Aires Reis Pereira.

April 19, 2014

AINDA E SEMPRE O FUTEBOL EM MACAU

Podes enganar todas as pessoas durante algum tempo. Podes enganar algumas pessoas durante todo o tempo, mas não podes enganar todas as pessoas o tempo todo.
Winston Churchill


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A primeira volta da chamada Liga de Elite do campeonato de futebol de Macau terminou com o Sporting a obter 5 vitórias, dois empates e uma derrota.

Não se poderá dizer que foi milagre, pois o Sporting Clube de Macau tem vindo a crescer em qualidade. No entanto, não imaginávamos que pudesse estar sete jornadas em primeiro lugar.

Percebe-se que houve uma continuidade entre o trabalho desenvolvido na segunda divisão, quando ganhámos o campeonato a quatro jornadas do fim.
No entanto é preciso que se diga que existe uma diferença abissal entre a primeira e a segunda divisão.

Assim, e face às contratações que a direcção fez – correspondendo, na medida do possível, e graças ao reforços dos apoios dos nossos patrocinadores, às solicitações dos técnicos, para se poder enfrentar com dignidade a primeira divisão - foi possível atingir um desempenho que muito terá, certamente, alegrado todos os Sportinguistas.

Por outro lado, embora a direcção tenha sempre tido um vislumbre do grau de competitividade da equipa, todos os desfechos eram imprevisíveis.

A gestão dos campos

Porém, desde Janeiro que o chamado "quintal desportivo", onde a maioria das equipas treina, ficou indisponível, obrigando a equipa técnica e os jogadores a maiores sacrifícios, quer em termos de andar com os treinos às costas quer, ainda, em termos de criatividade, na descoberta de locais alternativos para treinar. Tal situação é, no mínimo, insólita e inaudita.

É pois neste imbróglio em que decorre não apenas o campeonato mas a permanente vontade de se querer meter "o Rossio na Betesga".
Fazer uma análise da situação do futebol em Macau, implica, necessariamente, uma observação crítica. No entanto o Sporting não faz crítica destrutiva. Limita-se a apontar a evidência dos factos.

Isto é, a A.F.M. insiste em ter três divisões, o que não faz sentido face ao nível do futebol praticado e à escassez crónica de recintos, invalidando com isso um campo para treinos das equipas em competição. Um dos campos, em vez de poder ser utilizado para treinos, é utilizado para uma terceira divisão de que não nos esquecemos, porque por lá tivemos de passar, para cumprir a exiguidade de sete jogos. É, porém, constatável que estamos perante o excesso e a escassez, face à ocupação inconsequente, não apenas com o campeonato da terceira divisão, como com campeonatos de juniores compostos por oito equipas.

No futebol de Macau existem também os casos dos já tradicionais "bombos de festa".
Os chamados sub-23, sub-18 e sub-16, que sempre usufruíram dos benefícios de poderem treinar no campo do Estádio da Taipa – apesar dos resultados patentes ano após ano – enquanto as outras equipas não têm onde treinar.  Qualquer jurista poderá constatar que o acto de ter equipas patrocinadas pela própria A.F.M. e que disputam campeonatos por si organizados tem um nome...

E neste caos de desorganização nada se atinge de construtivo. Nunca houve resultados nem pode haver quando não há competições sistemáticas. Sempre dissemos que a A.F.M. faria muito melhor em libertar os sub-23, sub-18 e sub-16 para serem absorvidos ou se constituírem em equipas independentes.

A arbitragem

Mesmo procurando ignorar este aspecto, existiu uma unanimidade nos media sobre a má prestação do árbitro no jogo Sporting-Benfica.
O que sucede é que, de facto, não existe um organismo autónomo de arbitragem em Macau.
Estes estão apendiculados à A.F.M. o que é grave, porque, além de só haver quatro árbitros para a primeira divisão – o que constitui uma aberração organizativa – as suas qualificações não são publicamente conhecidas nem os mesmos funcionam como um organismo independente.
A isto tudo se chama Liga de Elite.  Só que, quando todos metem a cabeça ao mesmo tempo no poço, quase ninguém vê nada. Nós recusamo-nos a isso.

Os locais e os outros

Corre em Macau, como anedota, que o melhor curriculum vitae é ser residente permanente. As outras qualificações não interessam. Porém, não deixa de ser estranhíssimo que a 7 de Dezembro de 2010 o Ponto Final tenha noticiado o seguinte:
Deixa de haver distinção entre residentes permanentes e não permanentes no futebol de Macau. A Associação de Futebol confirma que a medida abrange todas as divisões. Os treinadores das equipas de matriz portuguesa estão satisfeitos.

Curiosamente, e coincidindo com a saída do Lam Pak e do Lam Ieng, a A.F.M. volta atrás, dá o dito por não dito, e eis que, a duas semanas do início do campeonato, anuncia, sem recuar, que se torna obrigatório que cada equipa apresente, no início de cada partida, quatro jogadores residentes permanentes "com o objectivo de promover os jogadores locais".   

Para além de ser uma decisão discriminatória, sem base jurídica, e em perfeita oposição ao espírito e letra da Lei Básica, que apenas distingue os portadores de Bilhete de Identidade de Residentes Permanentes dos que não residem na R.A.E.M. há mais de sete anos, por exclusivos motivos de capacidade eleitoral, e mais nada, veio a Associação de Futebol de Macau cometer um verdadeiro atentado discriminatório da Lei Básica. 
Recordamos que a A.F.M. já foi suspensa pela FIFA em 2005. Mas parece que não aprendem.
É que uma inverdade repetida mil vezes continua a ser isso mesmo. São sobretudo constatações!

No entanto, essa medida, longe de permitir que os jogadores locais joguem, pode colocá-los numa situação muito pouco agradável e até mesmo humilhante: qualquer equipa, transcorridos 15 segundos de jogo, poderá substituir três dos quatro locais, que correm assim o risco de funcionarem como figurantes de uma equipa de futebol. A bondade desta medida cai, assim, inteiramente por terra, só espantando que os seus autores não percebam que é o convite para a humilhação dos jogadores locais, tanto quanto a Associação insiste em humilhar as equipas por si própria patrocinadas e que são, sistematicamente, os bombos de festa. 

Não é, de todo, seguramente, a melhor forma de promover os jogadores locais.

A bolinha e o bolão

Ao Sporting Clube de Macau interessa saber da fonte se existe a obrigatoriedade de jogar o campeonato da bolinha para jogar o campeonato de futebol de onze. A fonte dita segura parece ser, evidentemente, a A.F.M.
Será fonte segura, mas não necessariamente de decisões correctas. Muito provavelmente esquece-se de que tem de responder a organismos internacionais onde se quis filiar.

Para apurar a verdade foram-lhe enviadas por correio electrónico, uma carta em chinês e outra em português no dia 26 de Fevereiro. Quase dois meses depois, ainda não mereceu resposta, demonstrando a consideração que a A.F.M. tem para com – pelo menos – alguns clubes cujas equipas participam nos campeonatos. Entretanto foi enviada uma nova carta registada e com aviso de recepção, da qual se aguarda resposta escrita, como mandam as regras e os bons costumes, porque conversas telefónicas leva-as o vento, sabendo-se antecipadamente que o Sporting Clube de Macau não pode concordar com uma obrigatoriedade entre duas modalidades totalmente distintas.Já só faltava acrescentar o Futsal.

Este é o futebol que existe na Região Administrativa Especial de Macau. E é também assim que a selecção de Macau vai descendo até ao fundo da Classificação Mundial.
Portugal, com o melhor jogador do mundo, terceiro classificado no ranking FIFA, tem três treinadores no Mundial: Fernando Santos pela Grécia, Carlos Queirós, pelo Irão, e Paulo Bento, por Portugal.

Custa constatar que nunca se soube, pelo menos publicamente, de nenhum interesse em se procurar um treinador português para elevar o nível da selecção de Macau. Quando na própria Republica Popular da China, Jaime Pacheco, Nelo Vingada e Tóni treinaram equipas da divisão máxima do futebol chinês. É lamentável que tudo permaneça igual, sem progressos, sinais de melhorias no futebol de Macau. Estranha-se como Rui Cardoso não seja seleccionar de Macau, ele que formou tantos jogadores locais. Coisas deste outro império onde jaz moribunda e a arrefecer a selecção de Macau.

Há um ditado chinês que diz que um sapo que esteja no fundo do poço olha o círculo do céu que de lá de baixo vê e toma-o pelo universo.  Assim parece acontecer com o futebol de Macau.

 António Conceição Júnior

February 10, 2014

SPORTING CLUBE DE MACAU 2 - MONTE CARLO 0


A equipa do Sporting Clube de Macau regressou à primeira divisão. E não podia tê-lo feito de maneira melhor. Campeã em título da segunda divisão, bateu-se contra o campeão em título da primeira divisão, o Monte Carlo, vencendo por 2-0.

A equipa alinhou de acordo com a fotografia, com (de pé da esq. para a dir.) Juninho, Alexandre Matos, Jardel Luís, Amâncio Goitia e Bruno Brito (capitão).
De joelhos: Maximine Wamba, Timba Eder, Carr Ieong, Chico Cunha, Nuno Capela e Rodrigo Veloso.

Apesar de ter tido escassissimas oportunidades de treinar num campo de futebol de dimensões reais, mas investindo na criatividade para encontrar locais de treino, a equipa do Sporting entrou em campo com muita fome de bola e disposta a lutar de igual para igual.
Esta audácia aliada à fé demonstrada pelos jogadores antes do jogo, trouxe frutos quer através de excelentes defesas do guarda-redes Juninho, quer ainda do comportamento de todas as linhas, defesa, meio-campo, ataque. 

Foi na solidariedade que se defendeu sempre, e por vezes com a sorte que protege os audazes, todos os ataques adversários.
Foi porém com enorme vontade e garra que a equipa lutou em todo o lado, tendo o maestro Bruno Brito distribuído jogo em excelentes passes.
 
Aos 34' o adversário comete uma falta fora da área. Brito, marca o livre de forma superior, fazendo o primeiro golo do desafio, deixando o adversário estonteado.

Apenas cinco minutos depois, e na sequência de um penálti, o aniversariante Jardel Luís, enviava a bola para um lado, e o guarda-redes adversário para o outro.
 
Psicológicamente dois golos na primeira parte foram um elemento fundamental.
 
No decurso do segundo tempo ocorreram as substituições de Chico Cunha por Pedro Maia, Alexandre Matos por Henrique Ferreira e Carr Ieong por Gaspard Laplaine.

O Monte Carlo continuou combativo, mas o espírito solidário de toda a equipa manteve as nossas redes invioláveis. 
Ganhámos apenas um jogo, nada mais. Mas foi um excelente jogo que terá certamente servido para reforçar ainda mais o espírito de equipa, a vontade por parte da equipa de buscar o treino meticuloso de cada toque de bola, enfim, todo o conjunto de movimentações, posicionamentos, passes, que tão bons frutos renderam. 

Parabéns à equipa técnica e à equipa de futebol.
 
 


December 14, 2013

A PERMANENTE IMPERMANÊNCIA

O futebol em Macau está a ser muito maltratado pelo organismo que deveria lutar pela elevação da sua qualidade em Macau.

Com efeito, depois de anunciar que apenas haveria 4 dias para os clubes se registarem para o campeonato, sem que as permanentemente inovadas regras da competição estivessem traduzidas para português, lingua igualmente oficial da Região Administrativa Especial de Macau, a Associação de Futebol de Macau recuou e concedeu mais tempo, sem reconhecer que tinha errado.

Manteve no entanto, teimosamente, a questão dos portadores de B.I.R. (Bilhete de Identidade de Residente), rompendo com uma decisão por si tomada em 7 de Dezembro de 2011, aqui registada para a posteridade, e que considerava, para efeitos de futebol, que os jogadores com BIR Permanente e Temporário eram iguais. Agora já não são. Mas nós temos memória!!!



Estas injustificadas arbitrariedades, sem qualquer suporte senão o de se desautorizar a si própria, levam a Associação de Futebol de Macau ao descrédito. Nesta sua permanente impermanência de critérios, agora sob a fragilíssima desculpa de que é para promover jogadores locais, a A.F.M. dá, porém, à maneira de Brutus, todo o espaço para a humilhação dos jogadores locais que diz defender.



É que, o que afirma, é preciso é que alinhem quatro jogadores com B.I.R. Permanente de início. Quinze segundos depois, bastando apenas haver uma interrupção para poderem ser substituídos. Se isto não é um convite aberto ao insulto aos jogadores locais, não sei o que será. Mas é evidente que não perceberam o perigo da situação como esta. O que importa, neste caso – ao contrário da mulher de César – não é ser, basta parecer!

Se tudo isto não fosse tão mau, ainda se poderia invocar o Princípio de Peter, mas nem isso chega a ser.

Não pode, o Sporting de Macau, porém, deixar de aqui dizer novamente que, se querem fazer alguma coisa pelo futebol em Macau, acabem com as equipas de Sub-16, Sub-18 e Sub-23 sob a sua alçada. É que podem estar a destruír a confiança de jovens que poderiam encontrar alguma satisfação em clubes.
Mas, mais uma vez se repete a máxima “o ignorante não sabe que não sabe”.


Tudo faremos para que os jovens de Macau com valor sigam para a Academia de Alcochete, a potência máxima de FORMAÇÃO, onde estarão 3 jogadores nossos, fruto da boa cooperação entre o Sporting Clube de Portugal e a sua Filial de Macau.

O Sporting Clube de Macau não tem quaisquer problemas pessoais nem pretende competir com a A.F.M.. Existimos há mais tempo, a experiência de que somos representantes é de qualidade mundial, e os nossos valores são os de servir qualitativamente o futebol de Macau, e, assim, temos alternativas que a A.F.M. teima em não querer ter: pertencemos à maior potência de formação que já acolheu jovens de Macau e nós continuaremos a recomendar que o Instituto do Desporto envie miúdos para a Academia, até que percebam que o relvado sintético de última geração é a única resposta possível à falta de campos.


Tudo faremos, com argumentos fundados apenas na razão, para que esta Permanente Impermanência caia em si, a bem do futebol e de Macau.

December 9, 2013

DIMENSÃO, ESCALA E VISÃO

PRESIDENTE BRUNO DE CARVALHO E ANTÓNIO CONCEIÇÃO JÚNIOR

Quebrando um jejum de 35 anos, tempo superior à idade dos jogadores do Sporting Clube de Portugal e da maioria dos atletas da Filial de Macau, Bruno de Carvalho atravessou “o grande rio ou mar” conforme preceitua o I Ching (Livro das Mutações datado do terceiro milénio antes de Cristo) e após demandar a China, chegou a Macau onde se banhou no oceano de Sportinguismo que por aqui existe desde 1926.

Ao longo dos anos tenho escrito, directa e indirectamente, que Macau seria um dos grandes destinos que importava cumprir.

Uma cidade com 550 mil habitantes que tem uma receita bruta de 28 mil milhões de Euros e uma Filial do Sporting desde 1926 não pode ser ignorada. Não apenas por interesse financeiro, mas pela sua história.

O Presidente Bruno de Carvalho veio resgatar a Filial a que tenho a honra de presidir, do abandono a que estava votada. E prometeu que "Não nos esqueceremos mais do Sporting de Macau".

O Sporting de Macau sempre quis ser útil à Casa Mãe, sempre se disponibilizou a cooperar com Alvalade para desbravar várias opções para o fortalecimento financeiro do Sporting e da própria Filial, apenas para que esta possa atingir a necessária autonomia.

Pela primeira vez nutro uma esperança. Pela primeira vez digo que é preciso que o Sporting Clube de Portugal lidere a revolução de mentalidades tacanhas do rectângulo pouco ajardinado (perdoem-me a sinceridade) à beira-mar plantado, onde pululam valentões e valentinhos, capelinhas e capelões, resfolegando num espaço inteiramente virado para dentro, que nos lançou para a 17ª. Liga mundial.

É preciso sermos mais que Sportinguistas. É preciso sermos Portugueses, como aqueles que, ao longo dos séculos, saíram do país para fazer História. De Gama a Albuquerque, de Mourinho a Ronaldo.

Eu, presidente de uma modesta e distante (na geografia) Filial, revolto-me contra o conformismo, contra aqueles portugueses que recusam a grandeza de poderem ser Mourinhos ou Ronaldos, Nanis ou Moutinhos.

Uma parte do futuro do Sporting pode passar por Macau. Bruno de Carvalho ouviu-me atentamente, com humildade e visão. Confesso que fiquei e estou rendido e expectante. Em Macau agimos muito depressa.

Agora é altura de começar a passar à acção, até porque nós, Sportinguistas, podemos comandar a revolta aos caducos valentaços e quejandos caciques, e realizar a verdadeira modernização do futebol em Portugal.

Aquela que compreende onde está o poder económico. Aquela modernização que, sem Oliveiras nem azeiteiros, sabe que precisa de se abrir e de jogar ao meio dia para conquistar a Ásia.

Macau é pequeno de Dimensão, mas tem uma Escala gigantesca porque, ter receitas de 28 mil milhões de Euros não há neste momento, no mundo, nenhuma cidade que se possa gabar de, sequer, lhe estar próxima. Em dez anos Macau mudou radicalmente para esta Escala.

Se o Sporting tem uma Academia que pode ser super-valorizada, Macau tem apossibilidade de ser, na montra que já é
da China , a mais pujante representação do Sporting nesta Macau que é apetecível China.
 
Num país de quase mil e quatrocentos milhões,onde mais nenhum país europeu, ou de outro continente, possui uma Filial, uma guarda avançada, uma bandeira, já se perderam, desde 1999, pelo menos 14 anos. Uma adolescência!!!

Aqui, nós falamos chinês, aqui nós também temos connosco um excelente (à escala local) jogador chinês, num campeonato onde a avassaladora maioria das equipas são, naturalmente, chinesas.

A viagem tem de começar, sempre de Portugal para Macau. O resto não será, obviamente, público. Mas é urgente fazer como disse Camões: o Mundo todo Abarco e nada Aperto.

E que cada Português que se preze, se abra ao Mundo, que o há mais vasto do que a vista alcança e nós, que demos ao mundo mundos, saibamos continuar a cumprir, agora de outro modo, esse destino, essa vocação.

Sonhar não é apenas preciso. O Sonho Urge quando a Dimensão busca a Escala e esta se abre e clama por Visão!


António Conceição Júnior
Presidente

Sporting Clube de Macau

December 8, 2013

O UNIVERSO SPORTING

O planeta Macau

Agora que voltámos a estar connosco, estou certo de que todos perceberam a GRANDEZA a que pertencemos, e a nossa própria Grandeza.
Fomos campeões de Macau inúmeras vezes no Passado. Mas não podemos viver do Passado.

Nós temos valores que são a Identidade do Sporting Clube de Macau. E Princípios:

ESFORÇO, DEDICAÇÃO, EDUCAÇÃO, RESPEITO, CORTESIA, AFECTO.

Estes valores sempre foram por nós defendidos.

No Sporting não há lugar para Egos e Vaidades. Há apenas lugar para o TRABALHO que dignifica os HOMENS.

Convidamos todos a participarem desta tarefa, deste projecto, com HUMILDADE. Só os verdadeiramente GRANDES são HUMILDES. Todos os que estão ligados ao Sporting Clube de Macau façam convergir os seus esforços sem nada pedir.

O nosso Director António Peralta deu o melhor sem lucro. O nosso consócio João Monteiro tem-nos mimado com fotografias esplendorosas sem nunca lhe ter passado pela cabeça pedir o que quer que seja. É SPORTINGUISTA e isso chega-lhe.

Cada um pode e deve deixar de lado o seu EU, EU, EU (se o tiver) e contribuir para Edificar cada vez mais o Sporting Clube de Macau.

Não foi fim-de-festa. Antes o começo. Que cada um dos nossos sócios, adeptos, jogadores, possam compreender que o Homem só se torna grande quando se esquece de si próprio. Quando dá, enriquece-se. Quando apenas pede ou exige, empobrece-se.

Pedimos ao nossos sócios e até aos nossos jogadores, que tragam novos sócios. É importante!!!
Ajudem a edificar, a construír. Os nossos adversários é que se encarregam de destruír!

Vamos avançar todos para o mesmo lado. A grandeza faz-se da UNIÃO.

VIVA O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL e o SPORTING CLUBE DE MACAU!!!