October 4, 2013

PROFISSIONALIZAÇÃO - A LITERALIDADE DO CONCEITO



CAROS CONSÓCIOS,

O SPORTING CLUBE DE MACAU MANIFESTOU-SE PUBLICAMENTE, SEMPRE QUE ACHOU QUE O DEVIA FAZER, FOSSE A FAVOR DE CAMPOS DE RELVADO SINTÉTICO DE ÚLTIMA GERAÇÃO QUE PERMITISSEM UMA UTILIZAÇÃO INTENSIVA FACE À ESCASSEZ DE CAMPOS, FOSSE A FAVOR DE CAMPEONATOS A DUAS VOLTAS EM VEZ DA INJUSTIÇA DE CAMPEONATOS A UMA VOLTA. E, NESTE ÚLTIMO CASO, AO FAZÊ-LO, FOMOS OUVIDOS E CUMPRIMOS, VENCENDO, O CAMPEONATO DA 2ª. DIVISÃO A DUAS VOLTAS, EMBORA TOMADOS DE SURPRESA, E ENFRENTANDO GRANDES DIFICULDADES FINANCEIRAS.

SEMPRE NOS MANIFESTÁMOS TAMBÉM CONTRA A INFELIZ LIGAÇÃO, PERFEITAMENTE DESAJUSTADA, ENTRE O FUTEBOL DE SETE E A OBRIGATORIEDADE DE DISPUTAR ESSE CAMPEONATO (A UMA VOLTA) PARA DEPOIS DISPUTAR O CAMPEONATO DE FUTEBOL DE ONZE, REGRA QUE NÃO FAZ NENHUM SENTIDO.

O SPORTING CLUBE DE MACAU SEMPRE DISSE QUE ERA CONTRA A PROFISSIONALIZAÇÃO DO FUTEBOL EM MACAU. ESSA CARACTERISTICA NÃO SE MEDE PELOS VALORES ENVOLVIDOS, COMO NÃO SE DIZ QUE ALGUÉM É MAIS OU MENOS HONESTO. OU SE É HONESTO OU NÃO.

ASSIM, O SPORTING CLUBE DE MACAU SEMPRE PAGOU INCENTIVOS AOS SEUS JOGADORES, NO ENTANTO NUNCA SE ASSUMIU COMO UMA EQUIPA PROFISSIONAL, APESAR DE ESTAREM ENVOLVIDOS VALORES PECUNIÁRIOS.

PROVAVELMENTE, ALGUNS DOS QUE NOS OUVIRAM FALAR EM AMADORISMO E PROFISSIONALISMO, PENSARAM DE UMA FORMA LITERAL.
PORÉM, OS JOGADORES DE FUTEBOL SÃO O ÚLTIMO ELO DE UMA CADEIA QUE TERIA DE COMEÇAR POR UMA ESTRUTURA PROFISSIONALIZADA DO FUTEBOL, CAPAZ DE ENQUADRAR TODO UM CONJUNTO DE MEDIDAS QUE JUSTIFICASSEM O ÚLTIMO ELO.

PORÉM:
  1. NÃO EXISTE NENHUMA ESTRUTURA COM UMA ORGANIZAÇÃO MINIMAMENTE CREDÍVEL QUANDO SE DISPUTAM CAMPEONATOS A UMA VOLTA OU JOGOS DA TAÇA COM A DURAÇÃO DE 30 MINUTOS À REVELIA DE TODAS AS MAIS ELEMENTARES REGRAS DA FIFA.

  1. QUANDO NÃO EXISTE UMA GESTÃO DE CAMPOS QUE PERMITA QUE UM DELES POSSA SER DEDICADO EXCLUSIVAMENTE AO TREINO E À FORMAÇÃO.
  1. QUANDO NÃO EXISTE UMA ORGANIZAÇÃO AUTÓNOMA DA ARBITRAGEM. 
  1. QUANDO NÃO EXISTE UM TRIBUNAL DESPORTIVO. 
  1. QUANDO NÃO EXISTE UMA LEGISLAÇÃO E SUBSEQUENTES SEGUROS DESPORTIVOS. 
  1. QUANDO NÃO EXISTE UM TRATAMENTO IGUAL DE SOCORRO MÉDICO EM TODAS AS DIVISÕES.
  1. QUANDO EXISTE UMA PROLIFERAÇÃO DE DIVISÕES INCOMPORTÁVEL COM O NÚMERO DE CAMPOS EXISTENTES, SABENDO-SE QUE O EXCESSO DE DIVISÕES INVALIDA A MELHOR UTILIZAÇÃO DE PELO MENOS UM CAMPO PARA TREINOS.
  1. QUANDO A PRÓPRIA ORGANIZAÇÃO É DE UM COMPROVADO AMADORISMO.
  1. QUANDO, FACE A ESSAS CARÊNCIAS E AO PRÓPRIO AMADORISMO ALUDIDO NO PONTO ANTERIOR, NÃO EXISTE CARTEIRA PROFISSIONAL DE JOGADOR DE FUTEBOL (NEM PODERIA HAVER NESTAS CIRCUNSTÂNCIAS), PERMITINDO-SE QUE JOGADORES INSCRITOS NA R.P.C. OU EM HONG KONG VENHAM JOGAR CUMULATIVAMENTE EM MACAU. 
  1. QUANDO NÃO SE AUTONOMIZA O FUTEBOL DE SETE DO FUTEBOL DE ONZE, PERMITINDO CAMPEONATOS MAIS JUSTOS, SEMPRE A DUAS VOLTAS, ONDE CAIBA TAMBÉM UM CAMPEONATO PARA A ÁREA DA FORMAÇÃO...
  1. QUANDO NADA SE FAZ CONTRA NENHUMA DESTAS SITUAÇÕES, SERÁ PORQUE SE PAGA A JOGADORES QUE O FUTEBOL EM MACAU É PROFISSIONAL OU AMADOR? PENSAR ASSIM É UM PERFEITO EQUÍVOCO.


  1. O SPORTING CLUBE DE MACAU TEM PROVADO PELA PRÁTICA, DESDE 2009, QUE NÃO SE PRETENDE ACOMODAR AO QUE EXISTE E QUE SEMPRE SE MANIFESTOU, NÃO PARA SEU BENEFÍCIO, MAS PARA O BEM COMUM, NESTA REALIDADE MUITO SUI GENERIS.

O SPORTING CLUBE DE MACAU NADA MAIS TEM A ACRESCENTAR SENÃO QUE SE SENTE MUITO SENSIBILIZADO PELA ATENÇÃO QUE PARECE MERECER DE ALGUNS SECTORES.
O SPORTING CLUBE DE MACAU ENTENDE QUE O FUTEBOL MERECE UMA REFLEXÃO MAIS AMPLA, COLECTIVA, CONSTRUTIVA E PROFUNDA QUE POSSAM LEVAR A QUE, FUTURAMENTE, POR EXEMPLO, A SELECÇÃO DE MACAU, ENQUANTO REFERÊNCIA OFICIAL DA R.A.E.M., POSSA TER OUTRA CLASSIFICAÇÃO.

SAUDAÇÕES LEONINAS

September 21, 2013

SPORTING CLUBE DE MACAU 1 - CASA DE PORTUGAL EM MACAU 0

DÉRBI LUSO

Ontem, sexta-feira, dia 20 de Setembro, em pleno feriado do Festival da Lua, pelas 19:45 defrontaram-se as equipas do Sporting Clube de Macau e da Casa de Portugal em Macau.

Pelo Sporting Clube de Macau alinharam:
Guarda-Redes: Xavier
Defesas: José Cruz e Nuno Sampaio Nunes
Médios: Rui Pires, Miguel Soares e Naftal Shikongo
Avançado: Pascoal Júnior

Suplentes: Rodrigo de Matos (guarda-redes) e Henrique Ferreira

Breve Relato
A formação táctica que o Sporting Clube de Macau tem apresentado no futebol de sete esta época - na sempre questionável organização de um campeonato de futebol de sete a uma única volta, inaudito em outro lado qualquer - prima por um abordagem menos habitual, que tem contudo permitido dar boas respostas aos adversários, mesmo nas derrotas frente às equipas mais poderosas, visto que sempre foi dito que o futebol de sete não é prioritário para o SCM.
Assim, isto significa que enquanto houver pernas e pulmão para esta modalidade físicamente muito exigente, mais ainda do que o futebol de onze, a equipa tem dado sempre uma réplica digna, sem acusar os golos sofridos frente a equipas manifestamente mais poderosas.
Apesar de, por circunstâncias exógenas ao Sporting Clube de Macau, a equipa actuar quase sem banco, e também por isso mesmo, a equipa merece os maiores encómios pela dedicação e esforço destes jogadores, cujo entrosamente tem crescido apesar de estar a jogar num campeonato composto por apenas sete jogos e duas séries.

É neste contexto que o muro defensivo e contra-ofensivo montado por João Maria Pegado, com um Xavier que na baliza defendeu tudo, parte para mais um dos muitos contra-ataques de parte a parte, já com Henrique Ferreira que rendeu Miguel Soares aos 33'. 
Um passe vindo de trás para Pascoal Júnior que, na direita do ataque leonina arranca quase até à linha de fundo, perseguido por um defesa contrário. Júnior cruza atempadamente para o centro da área onde está Henrique Ferreira que não perdoa. Aos 46', a apenas 4 minutos do final do jogo, o Sporting Clube de Macau desatou o nó do empate.

Depois foi gerir o jogo até ao final.

September 13, 2013

SPORTING 1 - MONTE CARLO 3

O Sporting Clube de Macau jogou ontem contra o Monte Carlo.
No final do jogo, ao cumprimentar o Sr. Firmino Mendonça, presidente do Monte Carlo, este dizia-me com um sorriso: "fizeram-nos suar, fizeram-nos suar".

Com efeito, apesar de ter no banco apenas José Cruz e o guarda-redes substituto, Rodrigo de Matos, a equipa do Sporting não fez a vida fácil ao Monte Carlo. Muito pelo contrário.

Guarda-Redes
Xavier
Defesas
Pedro Maia e Nuno Sampaio Nunes
Médios
Kaká, Miguel Soares e Rui Pires
Avançado 
Pascoal Júnior
============================
O jogo começou com as equipas a estudarem-se e com um Sporting a jogar de igual para igual com o adversário.
Após uma ameaça, Pascoal Júnior marca o primeiro golo do jogo aos 8 minutos, colocando o Sporting como vencedor.
O Monte Carlo sabia que se ganhasse esta partida passaria para o primeiro lugar da classificação, mercê do empate entre o Lam Pak e o Ka-I.
Porém só aos 19 minutos o Monte Carlo lograria o empate.
Aos 23' Xavier faz uma grande defesa.
Aos 25' termina a primeira parte.

Intervalo


Aos 33' mercê de um ressalto fortuito no decorrer de um canto,  bola entra de baixo para cima. Está feito o 2-1.
O Sporting continua a jogar imperturbável e aos 38' Maia remata à baliza na sequência de um canto. 
José Cruz substitui o esgotado Kaká.
Aos 43' minutosPascoal Júnior dispara para fora. 
Aos 45' minutos (a 5' do final da partida) é marcado penálti contra o Sporting que sofre o 3-1. 
Apesar de averbar a terceira derrota, agora contra o primeiro classificado, o Sporting tem mostrado, neste campeonato de bolinha que não é sua prioridade desde sempre, uma consistência bastante grande que as goleadas sofridas não deslustram porquanto nunca os jogadores baixaram os braços. 
Quanto à organização deste campeonato e a obrigatoriedade de competir nele para jogar o futebol de onze, iremos mais uma vez exprimir muito em breve o que pensamos da realidade da organização do futebol de Macau.

A equipa técnico e de futebol de sete do Sporting continua de parabéns pela forma como tem defrontado e afrontado os adversários.

Saudações leoninas

September 5, 2013

QUANDO OS HERÓIS CAEM DE PÉ

Guarda-Redes
Xavier
Defesas
Nuno Sampaio Nunes, Pedro Maia, Naftal Shikongo
Médios
Rui Pires, Miguel Soares e João Pedro Godinho

Banco: Rodrigo de Matos (G.R.), José Cruz (Dedé) e Luís Monteiro


Quando uma equipa vence outra por 5-0 dir-se-á que foi uma goleada.
Porém, pelo que assisti, foi-o numericamente, mas os golos quase passaram despercebidos perante um Sporting inteiramente amador que jogou heroicamente contra um Windsor Arch Ka I na máxima força dos seus profissionais.

Se ao intervalo o marcador mostrava que o Sporting perdia por 2-0, ninguém diria tal se não tivesse visto a bola entrar, tal era a réplica da bem escalonada equipa do Sporting Clube de Macau, que desde logo concedeu a iniciativa do jogo ao Ka I.  

Só aos 10 minutos dos 25 minutos da primeira parte, com inteira discrição, lograva a equipa do Ka I marcar o primeiro golo.

Pela frente tinha um muro bem orientado por João Pegado - uma equipa desfalcada, sem Pascoal Júnior e Henrique Ferreira, ambos magoados, sem o ala timorense Filipe Henrique e outros ainda em férias – onde todos se desdobravam em destruír o jogo do Ka I. 

Mas a experiência e rodagem da equipa candidata ao título acabou por vir ao de cima, tendo no segundo tempo marcado mais três golos sem que a equipa do Sporting baixasse os braços.

Luís Monteiro substituiu Rui Pires e José Cruz substituiu João Godinho, ainda sem ritmo mas, como todos os seus colegas, o exemplo da entrega e da abnegação, e muitas defesas de Xavier.

Poder-se-ia dizer que o objectivo do Sporting não é a bolinha. Já foi dito. 
Poder-se-ia alegar muita coisa. Mas aceitamos a derrota com todo o orgulho nesta equipa que se bateu com toda a bravura, dignidade e brio. 

Perder assim é perder de pé, de cabeça levantada.
Viva o Sporting!!!

August 30, 2013

SPORTING CLUBE DE MACAU 0 - vs - SUB 23 0


Guarda-Redes: Xavier
Defesas: Nuno Sampaio Nunes e Pedro Maia
Médios: Henrique Ferreira, Miguel Soares, Naftal Shikongo
Atacante: Pascoal Júnior

Substituições: Miguel Soares por Kaká e Henrique Ferreira por Luís Monteiro ambos na segunda parte.

Há encontros em que por muito que se domine o campeão em título (a equipa dos Sub 23) a bola não quer entrar e não entra.
O encontro não tem grande história. Foi um embate entre uma equipa - a dos Sub 23 - apoiada pela própria Associação de Futebol de Macau jovem com treinos diários, e uma equipa de jogadores que se classificou no ano passado em 4o. (quarto) lugar no campeonato de bolinha.

Nesse embate o Sporting mostrou maior maturidade em controlar a impetuosidade e velocidade dos jovens campeões em título.

Com o decorrer do encontro o Sporting foi-se superiorizando, mostrando maior capacidade de penetração. Mas no último momento - e houve pelo menos cinco ocasiões magníficas - a bola recusou-se a entrar. Acontece e contra factos destes não há argumentos, tirando os clássicos foras-de-jogo que um juiz de linha entende serem isso sempre que há um lançamento vindo de trás. É inevitável o levantar da bandeirinha... E dispensamo-nos de mais comentários.

O jogo foi muito disputado tendo terminado com uma magnífica defesa de Xavier a manter a justiça mínima do empate a zero.

Às vezes é assim. Parece bruxedo. Felizmente que a vassoura deles ficou em casa porque - já agora - a bola não entrou para os dois lados, apesar de a esmagadora maioria das oportunidades ter sido do Sporting.

As boas notícias são que mais jogadores chegaram de férias e, para o próximo encontro, o banco estará mais completo e serão ainda mais as opções.

 

August 21, 2013

A NOSSA PRÉ-ÉPOCA


Para quem como nós, foi promovido na secretaria, ainda por cima em cima da hora, no acto da inscrição – uma coisa duplamente desagradável – aceitando um repto de jogar a bolinha (futebol de sete) da primeira divisão contra equipas milionárias, recheadas de profissionais, considero que a nossa "prata da casa" é da melhor qualidade e está excelentemente treinada pelo Mister João Maria Pegado, jovem treinador vindo da Academia.

Por outro lado, é sabido que o Sporting é contra este autêntico nonsense jamais visto noutro lugar, (nem sequer no Entroncamento, com o devido respeito) da obrigatoriedade de jogar a bolinha para depois jogar o futebol de onze.
Aqui não é uma questão de tradição, mas apenas de teimosia.

Mas já que tivemos de jogar, fizemo-lo com todo o brio e humildade, sem banco, porque Agosto é um mês de férias e começamos o jogo por surpreender e vencer o Lam Pak marcando logo antes dos 4 minutos a um dos todo-poderosos. Esta equipa recheada de profissionais só igualou o marcador por volta dos 20 minutos. Marcaram novamente e esta espantosa equipa do Sporting igualou novamente já no segundo tempo (jogos de 25 minutos cada parte).

Fazer uma remontada sem um nível de preparação física que os jogadores profissionais da equipa adversária têm, tem o seu preço. Mas o que é certo é que, uma equipa que na bolinha é inteiramente amadora por razões de gestão, empata perante o Lam Pak depois de estar a perder por 2-1 merece o nosso respeito.

Depois, além do calor e da humidade, à medida que o cansaço se ia apoderando dos nossos jogadores, e com apenas dois jogadores de campo e um guarda-redes como banco, embora respondendo com toda a bravura e brio até à exaustão, foi aí que o Lam Pak, com jogadores profissionais muitissimo bem preparados fisicamente, arrancou para uma vitória folgada, apesar de ter sempre a sua baliza ameaçada. Não citarei, nesta parte do texto, nomes para não ser injusto para com ninguém por alguma omissão. Assim, estamos orgulhosos desta excelente prata da casa. Por vezes não é o resultado final que conta, mas sim a estratégia adoptada, a capacidade de luta dos nossos jogadores, o modo como pararam o adversário enquanto puderam, e puderam durante muito tempo.

O árbitro deixou jogar, e os erros de fora de jogo resultantes de lançamentos em que os nossos avançados partiram detrás dos defesas contrários, apenas vêm mostrar quão paupérrima é a arbitragem em Macau. Poderiam ter sido golos nossos...

Não embarcamos em vitórias morais. Mas aproveitamos estes jogos para fazer uma boa pré-época, porque esteve desde sempre definido que, não sendo uma equipa milionária, as prioridades têm de ser definidas, mas também por princípios intocáveis. Ou futebol de sete ou futebol de onze. Agora salgalhadas é que não.

Mas como dizia alguém: não é o tamanho do cão que importa na luta. O que verdadeiramente importa é o tamanho da luta dentro do cão. 

Parabéns aos nossos jogadores:
Guarda-redes: Xavier e Rodrigo
Defesas: Nuno Sampaio Nunes e Pedro Maia
Médios: Rui Pires, Miguel Soares e Henrique Ferreira
Ataque: Pascoal Júnior

Substituições: Entraram ainda Kaká e Dedé

Saudações Leoninas!!!

May 29, 2013

IDEOLOGIA, LIDERANÇA E VITÓRIA


Ideologia é um sistema organizado de ideias e pensamentos, com princípio, meio e fim. Isto é, um modo de pensar inteiramente organizado e concluído, pronto a ser o suporte da acção.
É assim que, desde a primeira hora, com base numa análise do que era/é a realidade do futebol em Macau, a direcção do Sporting Clube de Macau formulou progressivamente um ideário adequado a cada desafio. Foi assim na 4ª. divisão onde a sua posição foi a de absorver o mais possível os dados das realidades que lhe chegavam, foi assim na 3ª. divisão, de que foi repetente e que foi uma das melhores lições que permitiram ir burilando e aperfeiçoando as orientações subsequentes.
A direcção do Sporting Clube de Macau procurou intervir no futebol de Macau no sentido de contribuir para uma melhor formatação do mesmo. Foi assim que, com a oportunidade possível, propôs:

1. a valorização dos campos de futebol através da implantação de relvados artificiais.
2.  defendeu que os campeonatos de todas as divisões deveriam ser jogados a duas voltas.
3. insurgiu-se civilizadamente quanto à necessidade de a Taça ser sempre transversal a todas as divisões e ter a duração de 90 minutos.
4.defendeu a existência de ambulâncias, desfribilhadores e assistência médica ou paramédica nos campos de futebol de Macau, independentemente da divisão.
5. entretanto a direcção tem em carteira outras questões relativas às regras do futebol em Macau, no que diz respeito quer à “profissionalização” quer, ainda, à necessidade urgente da emergência de seguros desportivos.

Por outro lado, e no quarto ano da sua reactivação, a equipa do Sporting Clube de Macau ganha brilhantemente o campeonato da segunda divisão. Essa vitória verdadeiramente histórica, assinalada nas redes sociais, ficou a dever-se, por um lado a uma política de fidelização de jogadores há já muito defendida pela direcção. Por outro lado, e face à progressão na competição, houve que pontuar a formação com alguns reforços que pudessem dar maior consistência competitiva à equipa e, simultaneamente, abrir espaço para que novos valores pudessem receber uma formação em competição, através de um programa de treino de formação que permitiu o progresso desses jovens valores.
Assim, vale a pena esclarecer que a liderança não é protagonismo, a liderança é a avaliação das potencialidades e o estabelecimento de metas e objectivos, a partir dos quais liderar significa, sobretudo, criar as condições para que todos os actores, sem excepção, possam encontrar lugar para exprimirem a sua criatividade, as suas potencialidades.
Saber reconhecer onde deve terminar o seu papel, é o que uma liderança que não tem necessidade de sobre si chamar as luzes de feéricas ribaltas deve fazer.

Por outro lado cabe à direcção saber reconhecer em cada momento e em cada etapa, as reais potencialidades da equipa, cabe-lhe procurar conferir à mesma as condições que conduzam ao seu sucesso dentro dos objectivos definidos e, assim, proporcionar a emergência da felicidade que os êxitos geralmente trazem ao grupo e, inerentemente, ao nascimento da confiança.
À direcção compete não o protagonismo mas sim providenciar para que as equipas técnica e de jogadores possam protagonizar os anseios de todos.
Mas para que tal aconteça deverá, enquanto estrutura directiva e orientadora de uma equipa essencialmente amadora, promover dentro dos possíveis, determinados pelas limitações orçamentais, a libertação das expressões criativas e afectivas dos actores, para que a sua união possa produzir os efeitos catárticos e criativos que se desejam.
Por isso, a direcção, no seu todo, congratula-se pelo protagonismo dos seus jogadores e da sua equipa técnica, que souberam criar colectivamente, não só uma equipa fortemente vencedora, construtivamente orgulhosa dos seus feitos, moralmente fortalecida, como também evidenciar indicações de que jogadores como Bruno Micali, Naftal Shikongo, Oswaldo Noronha, para apenas citar alguns, sendo produto da chamada “formação em competição”, são mais que promessas. São certezas de progressão que só uma política de fidelização de jogadores pode assegurar.

O Sporting Clube de Macau tem, sobre as outras equipas da 1ª. divisão, uma vantagem substantiva: não mascara, por contratações decorrentes de orçamentos milionários, a valia da sua equipa. Acredita mais na verdade da formação, pontuada aqui e ali por reforços que possam tornar a equipa mais competitiva, sem nunca esquecer que é na formação (mesmo que tardia na idade) que reside a grande força do Sporting Clube de Macau. Isto significa que o seu projecto é a médio-longo prazo. É um projecto que não busca a vitória amanhã.
Por vezes, a falta de orçamentos milionários suscita a necessidade de se ser criativo, pragmático e construtivo. Se isto não faz parte de um ideário e de uma estratégia, não me parece que uma folha Excel sirva de muito.

As vitórias já alcançadas não devem embriagar. Devem antes servir de motivação para se saber que cada vitória constitui uma conquista e que o caminho é uma jornada colectiva, para aqueles que tiverem a visão de aderir a um projecto que se não escuda na transitoriedade de “profissionalismos” que se não justificam numa realidade que por vezes chega a ser patética no que toca à organização, aos prémios, e à natureza da competição.
Há, sobre esta matéria, que ter a cabeça entre as orelhas.

Saudações leoninas.