October 21, 2010

SETE CONTRA DEZ

Koshi Nage (projecção a partir da anca)


O futebol de sete de Macau, mais conhecido por "bolinha", é praticado num campo de relva sintética, no Colégio D.Bosco, com cerca de 70 m x 55 m.
Apenas existe uma bancada ao longo do comprimento de um dos lados, que confina com a rua cheia de trânsito.

Do outro lado, debaixo de umas árvores ficam, em cada metade, os treinadores e jogadores suplentes. Não há propriamente "banco", no sentido físico do termo. E isto não é desculpa, mas antes uma importante constatação a levar em conta num território que tem um luxo de tesouraria.

Por fim, desconhecemos inteiramente que qualificações possuem os árbitros que apitam e os bandeirinhas que abanam as bandeirolas, mas pelo que tem sido dado ver, possuem uma quase geral tendência para curiosamente favorecer equipas não lusófonas, sobretudo quando estas se encontram com equipas lusófonas.
Basta que um avançado esteja atrás do defesa, mesmo que tenha partido depois da bola, para que se apite fora de jogo. É que, entre erros e acertos, alguma coisa se há-de arranjar.

Serve esta introdução para quem não conheça a realidade do futebol de Macau, poder entender o contexto em que tudo acontece.

Alinharam pelo Sporting:
Guarda-redes: Felisberto Lei
Defesas: Luís Monteiro, José Abecasis, André Mergulhão
Médios: Sérgio Gaspar, Pedro Maia
Avançado: Rui Silva
Substituições:André Mergulhão que começou magoado, por Domingos Abecasis.
Rui Silva por Luís Chan.

E foi contra um senhor super-barrigudo e careca a meio campo, um guarda-redes que foi jovem há trinta anos, e um conjunto de outros cinco senhores matreiros que o Sporting se teve de defrontar, para não falar no senhor árbitro e nos fiscais de linha.
Perder é justo quando a vitória é concludente. O Sporting sofreu um golo na primeira parte, incontestável. Logo ninguém o contestou.
Eles jogavam matreiramente. Mas na segunda parte, algum cansaço começa a tomar conta do adversário e dos nossos, que se lançam em ataques constantes, perseguindo o resultado. Num desses ataques, já dentro da área, a Rui Silva é aplicado um verdadeiro Koshi Nage (projecção de aikido com base na anca) que se estatela ao comprido face à impávida passividade do árbitro que nada assinala, perante a indignação, revolta e protestos dos espectadores. O jogo começa a azedar e fica-se a perceber que o Sporting, com sete homens, defronta dez, dos quais três não jogam à bola. As picardias começam com as hostes contrárias a iniciar as hostilidades e o árbitro a amarelar quase sempre os nossos jogadores.
Numa discussão, o Sérgio não retira a cabeça mas também a não mexe. O outro atira-se ao chão, manhosamente, a cara cheia de coisa nenhuma. Cartão vermelho para o Sérgio, ora pois. Afinal o relógio não pára.
E as coisas vão continuando azedas, com todos os leões a assaltarem a baliza contrária, tentando rematar de longe para um guarda-redes que gosta de estar adiantado.
Numa falta por trás cometida por um opositor contra o nosso Domingos Abecasis, o árbitro busca a remissão impossível com um vermelho arrancado da cartola do segundo amarelo, o que deixa agora em campo 6 jogadores de cada lado. Sempre fica bem na fotografia...

Perder perante um adversário que jogue lealmente, com uma equipa de arbitragem que não raie a farsa, não envergonha, tanto mais que os nossos dão sempre o máximo e poucos entraram em campo sem mazelas.
O que indigna é que se perdoe um flagrantíssimo penálti já descrito e constantes ameaças à integridade física do Rui.
É que ganhar assim não dignifica ninguém. O Sporting sai de cabeça bem erguida, porque jogamos com lealdade e dignidade. Parabéns jogadores!!!

Esforço, Dedicação, Devoção e Glória!!!
Viva o Sporting Clube de Macau!!!
Viva o Sporting Clube de Portugal!!!

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October 17, 2010

DOIS JOGOS, DUAS VITÓRIAS GÉMEAS

Caros Consócios e Sportinguistas,

Temos interagido no Facebook porque permite isso mesmo, a interacção. De qualquer modo, actualizamos aqui os dois jogos mais recentes pelas equipas do Sporting e do Papa Tudo que

HÁ HORAS DE SORTE
PAPA TUDO -通吃 3 - VS - S.Y.S.J.A. 2
Sábado, 16 de Outubro

Os cauteleiros dizem que ele Há horas de Sorte. O Professor Moniz Pereira diz que a sorte dá muito trabalho.

Um dos princípios elementares que orientou o jogo de ontem foi construír e assegurar uma muralha defensiva o mais segura possível, o que no futebol de sete é tarefa que obriga a um jogo muito desgastante.

O Papa Tudo alinhou de início com Vasco Bismark à baliza, Sammy Cheang Tat Meng à esquerda, Marcelo Yee ao centro e Matt Hong à direita da defesa, dois médios, o Luís Oliveira e o "Zero" Ng como médios ofensivos e Kico Conceição como atacante fixo.

Percebeu-se desde o início, que o esquema e orientações dadas pelo nosso treinador, estavam perfeitamente ajustadas a uma equipa com jogadores muito rodados entre si, como é a S.Y.S.J.A. , que tomou o comando das operações e provou ser uma equipa que joga sobretudo o futebol de sete, a bolinha, trocando muito bem a bola, abrindo linhas de passe, criando espaço.

A primeira parte foi quase toda passada na metade do campo do Papa Tudo, com Marcelo Yee a comandar a defesa, e com Sammy e Matt, ajudados por "Zero" e Luís Oliveira a virem reforçar e rechaçar todos os ataques. O intervalo chegou sem golos.

Na segunda parte, e apesar da superioridade da S.Y.S.J.A. o Papa Tudo mantinha uma defesa sólida que tinha em Vasco Bismark um pilar sólido, a oferecer confiança total à equipa.

Conçalo Pinheiro Torres substitui Kico Conceição fazendo avançar "Zero" Ng, que nunca se mostrou conformado. A defesa reforça-se e encorajam-se "Zero" e Luís Oliveira para o contra-ataque.

Entre já nos últimos dez minutos Ricardo Sá Carneiro para o lugar e Sammy e aposta-se totalmente nos penálties. Dava para perceber que o guarda-redes deles parecia ser o elo mais fraco.

O jogo termina empatado e vão disputar-se os penálties. A claque Sportinguista repete os incentivos.

"Zero" é o primeiro a avançar decidido para a marca de grande penalidade. Marca um golo indiscutível.

Vasco Bismark vai para a baliza. O adversário marca. Estamos empatados.

Luís Oliveira avança e remata certeiro para o fundo das redes.

Vasco quase defende o segundo remate. Continuamos empatados.

Ricardo Sá Carneiro corre para a bola, e o guarda-redes defende... Cai o desânimo, mas nisto o juíz de linha e o árbitro conferenciam e, pasme-se, o guarda-redes mexeu-se antes do remate. Repetição do penálti.

Sá Carneiro agora mais concentrado dispara inapelavelmente para o fundo das redes.

Agora cabe ao Vasco defender... mas não foi preciso. O adversário dispara bem para cima da barra. Estava ganho o jogo por 3-2 nos penálties.

O princípio de primeiro defender muito bem, tinha funcionado, dando os frutos esperados. Assim é o futebol.

Viva o Papa Tudo, viva o Sporting Clube de Macau.


RENASCENDO DAS CINZAS
SPORTING 士砵亭 3 - VS - LAM FONG 嵐鋒 2
Quinta-Feira, 14 de Outubro de 2010

Constatámos que se cumpriu o regulamento da A.F.M. que é idêntico ao da FIFA e, assim, à última, fomos alertados para o jogo com pouco mais de 12 horas de antecedência.

Afinal o Sporting Clube de Macau tinha sido - juntamente com o seu irmão gémeo Papa Tudo - apurado para o mata-mata.

E foi um corropio, mensagens, telefonemas, quem estava presente, quem tinha dois amarelos, quem estava magoado...

O nosso Filipe Carlos, guarda-redes, tinha chegado de Xangai, o capitão Luís Monteiro estava com as pernas inchadas de toques de outros jogos, o Luís Chan tinha três jogos em quatro dias, o Sérgio Gaspar estava impedido por dois amarelos, o José Maria chegou com a sua bonomia habitual, o André Mergulhão chegou, juntou-se-lhe o Pedro Maia, o velocíssimo benjamim Rui da Silva e o Domingos Abecassis, que foi sacrificado como único suplente para o lugar de guarda-redes enquanto não chegava o Filipe Carlos.

O jogo só assenta quando, cinco minutos depois, entra finalmente o nosso guardião e, com ele, perdemos o único suplente que foi para a baliza por cinco minutos. O jogo assenta mais com a segurança do Filipe. À sua frente jogam à esquerda o Luís Chan, ao meio o José Maria, e à direita o capitão Luís Monteiro. Meio campo constituído pelo Pedro Maia e pelo André Mergulhão. Lá à frente, o velocíssimo Rui Silva.

O jogo espraia-se no tempo com um domínio do Sporting que acumula com um golo do Rui Silva, o benjamim, num dos muitos ataques da equipa.

Por essa altura, os jogadores do Papa-Tudo que tinham vencido o jogo-treino, chegam ao campo e a claque aumenta.

A segunda parte é mais do mesmo, perante uma equipa com muitos substitutos. Numa perda de bola junto à nossa área, o Lam Fong empata a partida. Os nossos jogadores, já cansados, sem substitutos para refrescar, vão atacando, mas debalde.

É o mata-mata. Três penalties para cada lado. O "Mister" escolhe o Pedro Maia, o Luís Monteiro e o José Maria Abecassis.

Filipe Carlos vai para a baliza. O Lam Fong marca o primeiro de penalti perante os gritos da já numerosa claque Sportinguista.

Pedro Maia vai marcar, corre e remata sem apelo para o guarda-redes contrário.

Filipe Carlos volta para a baliza. O jogador encarregue de marcar, corre para a bola e esta encontra o nosso guardião pelo caminho.

O capitão Luís Monteiro corre para a bola e dispara certeiro para o 2-1.

O guardião Filipe Carlos volta a fazer uma magnífica defesa e já não foi preciso o José Maria marcar. Os jogadores abraçam-se, o Sérgio vai juntar-se ao grupo e a claque, satisfeita, vai-se levantando e conversando em grupos.

Há uma hipótese interessante no ar. Seria de facto espectacular em termos de uma previsão feita antes dos jogos começarem.

Mas fica para depois. Para já o Sporting, ressuscitado, segue em frente. Parabéns ao Mister e aos jogadores.

Caso para dizermos: no creemos en brujas, pero que las hay, las hay!!!

Esforço, Dedicação, Devoção e Vitória!!!

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September 22, 2010

Os Jogos das equipas do Sporting




Por consulta aos convites para os jogos feitos no Facebook da época passada verifico que a estreia do Sporting na 4a. divisão foi a 23 de Março de 2010, tendo o segundo encontro, contra o Son I, sido no dia 7 de Abril, e assim por diante.

Desta consulta se constata a arritmia das épocas de futebol em Macau, pois no mesmo ano iniciam-se duas épocas, tendo esta - que irá caír em 2010-2011 - calhado para as equipas portuguesas em plena altura de férias e numa terceira divisão onde o objectivo principal é o futebol de onze, mas cuja obrigatoriedade de disputar o futebol de sete leva a que, no caso do Sporting de Macau, se tenham desdobrado a equipa em duas. Isto explicado, vamos aos jogos.

Sporting Macau -vs- Cheng Mou

A equipa do Sporting de Macau, constituída por Filipe Carlos, André Mergulhão, José Maria
Abecasis, Sérgio Silva Gaspar, Hélder Beja, Ahod de Carvalho e Rui Silva, com um único
suplente, o Gonçalo Duque da Costa apresentou-se já diferente do jogo anterior, bastante
mais entrosada e com fio de jogo.
Estiveram ausentes por impedimento de trabalho, o Luís Monteiro (capitão), o Luís Chou,
o Pedro Maia e o Domingos Abecasis de férias em Portugal, que Agosto e Setembro são
meses para descanso.

O jogo começou práticamente com o 1º golo do Sporting, aos 2 minutos, numa bela jogada, o Hélder Beja finalizava o primeiro golo do Sporting.
O Sporting continuou a exercer predominância na condução do jogo, e aos 22 minutos é Ahod Carvalho a obter o 2º golo, resultado com que as equipas foram para o intervalo.

Na 2ª parte o Sporting perdeu algum domínio, a equipa passou a ter mais dificuldade em "subir" no terreno de jogo, facto a que não estará alheia a lesão sofrida por Hélder Beja, que numa incursão pelo lado esquerdo do ataque Sportinguista com um adversário "à ilharga" pisou involuntariamente a bola, sofrendo um entorse num dos joelhos que o impediu de continuar a dar o seu contributo à equipa. Com a entrada de Gonçalo Costa o Sporting esgotou as suas alternativas, facto que veio a revelar-se num acréscimo de dificuldades à medida que o tempo ia decorrendo e o desgaste físico se ia fazendo sentir, exigindo dos jogadores um enorme esforço, tornando algo penosos os últimos minutos do jogo.

O Sporting foi gerindo o jogo e o esforço, sofrendo algum assédio da equipa adversária que deparou com a boa prestação do nosso Guarda-redes Filipe Carlos, que respondeu de forma extremamente eficaz nas intervenções a que foi solicitado.

Apesar do cansaço o Sporting foi respondendo através de alguns contra-ataques que por 2 ou 3 vezes estiveram a beira de ser concretizados... mas que por uma razão ou outra acabaram por não o ser, terminando o jogo com o resultado de 2-0 para o Sporting, deixando tudo em aberto para o 3º e último jogo desta série AZ. Um jogo que se prevê muitíssimo difícil perante uma equipa que é um antêntico Lam Pak "B"... cujo valor os resultados dos 2 jogos efectuados são prova inequívoca, respectivamente 6-1 e 6-1, mas onde, pesem todas as previsíveis dificuldades... o Sporting depende de si próprio.

Jogo do Papa Tudo -vs- Fan Wui

A equipa alinhou com Ricardo Sá Carneiro à baliza, na ausência do titular Vasco Bismark, Marcelo Yee, Matt Hong, Sammy Cheang Tat Meng, "Zero" Ng Tchi Hou, Luís Oliveira e António Vale da Conceição.
Suplentes, João Paulo Castro e Daniel Eckaert.
A equipa opositora é constituída por um misto de portugueses de Macau, portugueses e, salvo erro um Timorense.

O jogo disputou-se com sinal de tufão 1, o campo ensopado, porque mesmo o bom escoamento não dava vazão à água que caía, tudo sob o fundo musical de alguma trovoada. O jogo esteve equilibrado, com alguma supremacia do PapaTudo que tinha no capitão Ricardo Sá Carneiro um esteio excelente e seguro, coadjuvado pelo cirúrgico Marcelo Yee que está numa forma brilhante e com grande mobilidade e acerto, um Sammy Cheang que se caracteriza pelo seu empenho na luta pela bola, arranques pela esquerda, bom remate. Do outro lado estava o Matt Hong que também contribuía para a impenetrabilidade da defesa, subindo menos. Na frente, o Luís Oliveira, um "pinheiro" de 1.85 m que treinou o ano passado sem ser inscrito, tem-se revelado um bom elemento, bons pés. Mais à frente o "Zero"Ng Tchi Hou, magrinho, rápido, bom de bola com um pulmão inesgotável, e lá à frente, o António Vale Conceição, outra torre sólida que arrasta consigo dois defesas. Foi por esta combinação que o Luís Oliveira, num livre, vendo dois defesas a procurar engalfinhar-se com o António, decidiu disparar directo para o canto inferior direito do guarda-redes. Foi o ferro que defendeu.

Jogar à chuva permitiu aos jogadores avaliarem a importância dos passes, do jogar apoiado. O jogo terminaria ao 3o. minuto da segunda parte (28 minutos) face à chuva diluviana e aos relâmpagos. Agora resta aguardar pela decisão que será tomada em reunião.

Ontem, pela continuação da chuva, não houve treino, o recinto fechado. Na quinta-feira é feriado, o recinto continua fechado.
Imagine-se como técnico e direcção se sentem depois de terem conseguido três treinos semanais que são fundamentais. É preciso adquirir muito entrosamento, muitos automatismos. O que é certo é que os treinos têm recebido visitas de jogadores de outras equipas que quiseram vir treinar connosco e tanto quanto as adesões, ficaram bem impressionados. Há pois que construír matéria-prima.

Tudo está em aberto, mas este ano as coisas são muito mais difíceis mas a vontade é muita e se o objectivo é o futebol de onze, o brio e orgulho estão no desempenho de cada jogo da bolinha.

Votos de melhoras e pronta recuperação ao Hélder Beja.

Saudações Leoninas
Viva o Sporting Clube de Portugal!!!
Viva o Sporting Clube de Macau!!!

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September 6, 2010

AS FÉRIAS E OS JOGOS

Caros Consócios e Sportinguistas,

Macau tem um campeonato dirigido à maioria, aos hábitos da maioria, que pelo menos desde os anos 60, incluía jogar futebol ao meio-dia, na canícula de Agosto, no desaparecido campo dos operários.
E assim, os hábitos locais mantiveram-se e Agosto é um mês como outro qualquer, que isto de férias é vício dos ocidentais.
Contudo, apesar desse vício, os jogadores do Sporting têm, no seu todo, treinado, excepção feita àqueles que demandaram as férias europeias em busca de rever família e amigos.

Ao Sporting Clube de Macau calhou um grupo difícil, e sem poder contar com alguns jogadores em férias, desfalcado, quase sem substituições para fazer, defrontou-se no Sábado perante uma equipa rodada, habituada a jogar entre si há anos. Mesmo assim o Sporting vendeu cara a derrota por 1-2 num momento em que se fazem experiências com jogadores que se vão arrumando desta ou daquela maneira para o primeiro jogo.

O PapaTudo, a outra equipa do Sporting, que perdeu 1-2 no primeiro embate, sem um único treino, logo nos princípios de Agosto, calhado num grupo mais acessível, venceu ontem o embate por 2-1, num jogo onde foi inteiramente acidental (todos os jogadores envolvidos pararam convencidos do fora-de-jogo) o golo sofrido.
Os golos marcados foram convincentes e revelaram o domínio do PapaTudo que demonstrou bem que apesar de desfalcado, a frequência aos treinos rendeu um belíssimo fio de jogo e um domínio sobre uma equipa de quem se esperava mais.

Sem bem que sabemos que podemos contar com o brio de todos os nossos queridos jogadores - ninguém participa para perder - ainda que o nosso objectivo seja afinar, para 2011, uma equipa de futebol de onze para o campeonato da terceira divisão.

A direcção exorta os sócios e Sportinguistas a apoiarem as equipas em prova que já vão contando com uma pequena mas dedicada claque. É preciso mais, mais gente.

Recorda-se que se encontram a pagamento as quotas e que as mesmas, em termos anuais, beneficiam de um desconto de duzentas patacas, isto é: paga doze meses pelo valor de dez meses.

Entretanto a direcção prepara outras acções que espera possam vir a beneficiar o clube enquanto espaço de confraternização. Até lá, ficará no segredo porque preferimos anunciar factos do que intenções.

Saudações Leoninas.
Viva o Sporting Clube de Portugal !!!
Viva o Sporting Clube de Macau !!!

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August 13, 2010

Saber e Sensatez


Caros Consócios e Sportinguistas,

Finalmente, sob a canícula nocturna, o treino, o primeiro de muitos. Conta-se com muito esforço, dedicação e um vai-vém de período de férias, que eles são absolutamente amadores.
Mas sobretudo foi bom assistir aos exercícios que o Prof. Agostinho Caetano lhes deu, coisa ainda insólita em Macau. Afinal a exigência de se combinar um professor de Educação Física com cursos de treinador de futebol tem lógica e faz sentido.
Eles, os jogadores, também estariam desidratados no fim, ainda que aqui e ali houvesse ainda gente com força para ir dar um pézinho num outro campo. É o começo dos exercícios de alguma complexidade, destinados a objectivos específicos, e que se irão tornar cada vez mais complexos. Com tantas equipas, temos umas três ou quatro semanas de folguedo antes da estreia do Sporting na sua série.

Para quem não viu, aqui fica a ligação à entrevista que o Prof. Agostinho Caetano deu ao Ponto Final. Sabedoria e sensatez, sentido prático e, certamente, a esperança de todos os Sportinguistas que gostam da bola e de futebol.

Aguardemos entretanto os jogos e acolhamos o recém-chegado de há um ano, que irá certamente tirar o melhor rendimento de cada um dos jogadores que, espera-se, irão passar a gostar ainda mais de futebol do que já gostam.

Entretanto, e porque as finanças são sempre débeis quando não há grandes Mecenas por trás, pede-se aos sócios que ajudem, pagando as suas quotas e assistindo aos jogos.

Saudações leoninas.

Viva o Sporting Clube de Portugal !!!
Viva o Sporting Clube de Macau!!!
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August 11, 2010

A Bolinha e o Bolão

Caros Consócios e Sportinguistas,

Tem esta terra, plena de singularidades, a característica de ter um número bastante significativo de equipas ao nível da "bolinha" ou futebol de sete, a ponto de haver este ano mais de cem equipas e, depois de concluída a competição, dar-se início então ao chamado "bolão", o futebol de onze.

Nesta canícula de Agosto, o Sporting Clube de Macau conseguiu finalmente assegurar campo para dois treinos semanais, estando em vias de assegurar o terceiro treino, por forma a que todos os jogadores entrem finalmente num processo de apuro físico e técnico.
O início da época foi marcada pelo signo da chuva, quer na entrega de documentos por parte dos jogadores quer, ainda, no primeiro treino que se não realizou por tempestade.

Os jogadores estarão todos em competição na bolinha, sendo igualmente de saudar a abertura que a Associação de Futebol de Macau teve ao permitir a inscrição de 4 estrangeiros com possibilidades de os mesmos jogarem todos ao mesmo tempo.

A "bolinha", viveiro de jogadores como Augusto Rocha que singrou no Sporting Clube de Portugal e depois na Académica, e tantos outros de tantas gerações, é uma excelente forma de preparação dos jogadores para o futebol de onze, o "bolão". Como disse o Professor Manuel Sérgio, não se manda o pianista correr à volta do piano para depois o tocar. Ele e outros lá sabem porquê.

Contudo a falta de campos para treinos e o elevado número de equipas da "bolinha" - que nas fases de grupo só jogam de três a quatro semanas, para depois tudo se ir precipitando com alguma rapidez - levam à pergunta sobre que compatibilização existirá ou poderá existir entre o desporto (futebol) para todos e o desporto (futebol) de competição.
É sabida a paixão local pela popular "bolinha" a ponto de equipas de veteranos se exibirem a excelente nível, como já foi possível assistir neste início de época.

De qualquer modo, e regressando ao Sporting Clube de Macau, três treinos por semana prometem ser um bom sinal, ainda que haja algumas ausências por motivo de férias. Contudo nesta fase do campeonato, a equipa do Sporting Clube de Macau, que se encontra (pasme-se a quantidade de equipas) no grupo AZ, terá possibilidades de realizar treinos para apuro físico e táctico que a outra equipa, onde a outra metade dos jogadores ficou inscrita não teve. Nem um só treino pode realizar.

E nesta canícula húmida de Agosto, entre o sol abrasador e a chuva inesperada, vão os nossos jogadores, dedicadamente e em grande camaradagem, começando a sua preparação sob o Professor Agostinho Caetano.

Saudações Leoninas
Viva o Sporting Clube de Portugal!!!
Viva o Sporting Clube de Macau!!!

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July 28, 2010

O Nosso Associativismo


Caros Consócios e Adeptos,

Foi recebida por via digital, esperando-se que chegue o original por correio, a Declaração de Reconhecimento da nossa Filial, que todos vós podereis clicar na imagem supra para aumentar e descarregar.
Curiosamente, não vem nem a data nem o nome do Presidente do Sporting Clube de Portugal, o que gerou alguma perplexidade entre os corpos gerentes.
Com efeito, não fica para memória futura nenhuma referência, o que é uma pena...

De qualquer modo, e no seguimento do que se disse na nota anterior sobre o início de época renova-se o pedido para que os sócios adiram massivamente - porque são uma força - à liquidação das quotas anuais que se encontram até 31 de Outubro inclusivé no montante anual de MOP1.000 (mil patacas), isto é, com o bónus de dois meses.

Efectivamente a participação na 3a. divisão envolve mais custos. Serão agora não 14 jogadores mas 22 a 24, e com isso acréscimo de despesas com:

- equipamentos
- chuteiras e caneleiras
- bolas para futebol de 11 (tamanho 5)
- roupeiro
- água
- aluguer de campo para treinos (campo relvado para futebol de onze custa MOP900 por hora)
o que só por si significa que cada sessão de treinos de duas horas custará MOP1.800 se se usar
o campo de futebol de onze.
- bónus de refeição aos jogadores

e por isto podem os sócios imaginar, já que se pretendem mais sessões de treino semanais, que irá ser bem mais custoso do que o ano passado e que haverá torneio de bolinha seguido de futebol de onze, o que representará uma época mais prolongada e, assim, mais cara.

A nossa equipa recebeu ontem um convite para um jogo treino com a equipa do F.C.Porto, que se irá realizar no Colégio D.Bosco, pelas 20:00 horas de Sábado, dia 31 de Julho.
Dado que houve que reforçar a equipa e, em alguns casos, a direcção tem estado ocupada a proceder ao registo dos novos jogadores, os treinos irão apenas começar depois do encontro do dia 31 de Julho e prevê-se que o mês de Setembro traga algumas ausências para férias.

O nosso Clube passou a contar com a contribuição do professor Agostinho Caetano - que apesar de ter ficado só de uma expectável equipa de três, como fugazmente existiu no princípio da actividade do Sporting Clube de Macau cujos treinadores sempre contaram com o apoio incondicional da direcção - como treinador principal e está certo que a curto prazo, as metodologias de treino possam produzir resultados em jogadores muito dedicados mas na sua maioria jovens. É uma tarefa árdua que a hombridade do professor Agostinho Caetano, na sua fidelidade à palavra dada, e no seu Sportinguismo, será sem dúvida correspondida pelos jogadores que são um grupo muito saudável e coeso.

Por fim, houve notícias referentes à notícia do jornal i sobre a Academia que o Sporting pretende abrir algures na China. É esse algures, indefinido que causa estranheza.

Sobre esta matéria, já tratada na imprensa local, desejaria dizer aos sócios, em primeira mão, o seguinte:

Manifesta-se, instalada na sociedade Portuguesa, uma cultura de conflito, de confronto, que em nada beneficia o país no seu todo. É vê-la pujante na política, no desporto, no trabalho, na escola, no hospital.
Esta falta de harmonia gera, necessariamente, processos não poucas vezes despojados de consistência e coerência e, mais grave ainda, de estratégia, daquela que fez da China paupérrima dos anos 60, no temido gigante do século XXI.

Existe uma realidade que caracteriza generalizadamente a economia portuguesa desde pelo menos há 36 anos, para não ir mais atrás: a prestação de serviços!!!
Portugal e os seus pequenos e médios empresários fizeram assentar grande parte da sua indústria numa prestação de serviços para outrem, anónima, sem mais valias. Esta característica será uma das grandes responsáveis pelos despedimentos em massa e pelas insolvências e falências de centenas de fábricas por falta de competitividade com países como o Vietname, Laos, Cambodja e ainda a própria China que, naturalmente, oferecem preços mais competitivos. É algo generalizado, é a regra e não a excepção. Veja-se o que aconteceu à Lisnave, a título de exemplo.

Como se isto não bastasse, não fomos capazes de criar ao longo dos anos, uma mais valia para os nossos produtos e respectivas marcas. Todas as marcas deveriam possuír mais valias que constituiriam em si um indício de uma preocupação com o mercado externo. Quanto mais pequeno o país, mais importante se tornaria essa valorização. Que o diga a Suíça com os seus relógios, chocolates e banca, para não falar na hotelaria e turismo.

Tentar compreender toda esta aparente complexidade sem atentar no que ficou dito seria olhar a árvore e esquecer a floresta.

É pois neste contexto quase generalizado que vive o futebol em Portugal onde o objectivo da maioria dos clubes é constituírem-se numa espécie de viveiros de jogadores, que são depois vendidos para ligas mais competitivas e financeiramente muito mais poderosas, o que leva a concluír que esta realidade se torna incompatível com a elevação do nível da Liga Portuguesa para uma maior competitividade internacional, dado que este desígnio, que seria sempre patriótico, não parece ser um desiderato colectivo. Isto é, as guerras de alecrim e manjerona fazem-se domésticamente e o resultado manifesta-se internacionalmente, pelo anonimato, com algumas honrosas excepções conhecidas.

E é nesta Liga que nos vamos todos arrastando, tão engalfinhados uns contra os outros que o mundo nos passa ao lado.
O que me leva à conclusão de que, de facto, existe uma realidade fortemente virada para dentro, e onde tudo o mais é “estrangeiro”, e em que a integração na União Europeia não veio trazer assim tão grandes mudanças nas práticas e hábitos.

Deste contexto de viver para dentro e dizer “lá fora” resultou sempre uma incapacidade de ler a necessidade de conferir às já aludidas mais valias dos produtos nacionais nas suas incursões ao exterior. É nesta realidade da incompreensão entre o doméstico e o “lá fora” que faz presumir, generalizadamente, que aquilo que se conhece dentro se conhece fora de portas.
Ora sucede que não é esta a realidade! Há que ter bom senso e perceber quem no mundo “compra” o caso específico do Sporting Lisbon, como lhe chamam. Terá o Sporting suficiente projecção internacional? Quiseramos nós todos que tivesse. Terá a Liga Portuguesa importância internacional? Olhemos o que se passa na vizinha Espanha. Os espanhóis ganharam o Campeonato da Europa e agora o Campeonato do Mundo. No ciclismo o Contador ganhou o Tour pela terceira vez. No hóquei em patins é o que sabemos. No ténis está o Nadal no topo.
Ora, que artes mágicas nos separam? O que diferencia tão profundamente duas atitudes ibéricas?

Quando todos os Sportinguistas acordarem para a subjectividade e relatividade que compõe todas as realidades auto-centradas, será talvez então possível o primeiro passo para começar um verdadeiro processo de crescimento, cuja engenharia financeira vem provando ser o fracasso de mais de 15 anos a que acrescem as actuais condições do preço e disponibilidade do dinheiro.
Há que compreender que o mundo não está interessado na nossa paixão clubística. Essa é nossa e a nós nos compete gerir, se possível da maneira mais racional e desapaixonada, porque é assim que as coisas se resolvem. O mundo não está interessado em quantos troféus temos do passado. É o futuro que importa. E esses estão ainda por conquistar. Verdade puramente La Pallissiana.

E esse futuro tem de ter uma estratégia que não pode assentar exclusivamente no Franchising da Academia. Esse é, na Ásia, o primeiro passo. Quem conhece o Sporting na Ásia? Ninguém, à excepção de Macau. Então o sucesso da Academia é ser uma escola de futebol, ainda sem destino anunciado, quando deveria ser, na China, o primeiro passo para que o Sporting se projecte nesta área do globo, por intermédio de Macau. Temos de olhar a realidade de frente e reconhecer que o Figo, o Cristiano Ronaldo, o Nani, são por si mais conhecidos internacionalmente, e sobretudo na Ásia, do que o nosso Sporting! Esta é uma realidade incontornável, e só chamando os bois pelos nomes as coisas se podem corrigir.

De facto, à maneira dos pequenos-grandes jogadores, Macau foi e é o lugar por excelência porque, de toda a China, foi aqui que os grandes Casinos de Las Vegas escolheram para construír novos casinos que lhes equilibraram as perdas. Porque será? Foi também aqui que a maior clínica dentária do mundo, a Clínica e Spa Maló, investiu milhões e não em Pequim ou Xangai. É aqui que os bancos fazem consórcios para milhares de milhões de empréstimos.
É por aqui que passa o Delta do Rio das Pérolas, o triângulo Macau, Hong Kong e Cantão que responde por 100 milhões de habitantes e tem um inaudito crescimento. E porque existem bancos portugueses em Macau. E porque toda a China com dinheiro converge para aqui. E porque existe uma Filial.

Por isso, existindo esta Filial com um projecto apresentado, é no mínimo estranho que estas iniciativas passem ao largo de Macau. E embora nada seja certo, a nossa postura é de serviço ao Sporting, a Portugal e a Macau, daí se poderá inferir o modo como cada um olha para o mundo... ou para o seu umbigo.
Não compro guerras, procuro apenas ser coerente desde a visita do simpatiquíssimo Dr. Menezes Rodrigues, e defender aquilo em que acredito. O diálogo nunca fez mal a ninguém.

Saudações Leoninas!!!
Viva o Sporting Clube de Portugal !!!
Viva o Sporting Clube de Macau !!!

António Conceição Júnior