April 19, 2015

SPORTING CLUBE DE MACAU 2 - 0 POLÍCIA

Perante o empate do Monte-Carlo frente à Casa de Portugal, era premente que o Sporting Clube de Macau vencesse a Polícia que, na primeira volta, tinha imposto um empate.

O Sporting alinhou com:
- Joe Tai na baliza
- Amâncio, Óscar Ieong, Timba Eder e Lei Ka Man na defesa
- Carr Ieong, Edgar, Alex Sampaio e Henrique Ferreira no meio campo
- Bruno Brito e Jorge Tavares no ataque.

A novidade no xadrez leonino é a dupla atacante constituída por Bruno Brito e Jorge Tavares.
O Sporting assumiu, desde o início o comando do jogo, dominando o adversário numa toada mais lenta ainda que procurando sempre chegar à bola primeiro.
Os jogadores movimentam-se bem no terreno, a equipa está moralizada e instala-se no meio campo do adversário que se remete a uma posição de contra-ataque que durante todo o jogo não teria sucesso perante a defesa leonina jogando simples.

Aos 24' Brito, de livre, coloca a bola na "gaveta" enquanto Alex Sampaio salta com o guarda-redes, fazendo o 1-0 para o Sporting, o que colocou a equipa melhor.
Aos 25'50" novo livre que bate contra o rosto de um homem da barreira. Os ataques sucedem-se.
Aos 37' Jorge Tavares entra na área pelo lado direito do ataque do Sporting, vencendo em corrida um defesa que o empurra fortemente pelas costas fazendo penálti que passou total e clamorosamente em claro, pois se o juíz não viu, o juiz de linha tinha de ter visto. Foi demasiado evidente e pouco subtil.
Nas escassas ocasiões em que a Polícia chegou ao nosso meio-campo, a defesa deu excelente conta do recado. E no ataque praticamente continuado do Sporting, termina o primeiro tempo.

Intervalo

No reatamento o Sporting mantém o controlo de bola, fazendo uma excelente circulação de bola de que resultam ataques. Num desses ataques a bola chega a Alex Sampaio que, de fora da área remata imparável para o 2-0.
Este guarda-redes da Polícia iria demonstrar ser um excelente elemento, indo buscar bolas que eram golos. 
Ao 74' um remate de Tavares, quase à queima-roupa é defendido pelo guardião. 
Noutra ocasião, ao 79' Henrique Ferreira dispara para uma excelente defesa em voo.
Não fosse o guardião adversário e o penálti não marcado, o desafio teria tido outra margem de golos.

Substituições:
Aos 70' Edgar Silva, médio, sai para a entrada de Nicolas Friedmann, atacante.
Aos 78' Amâncio cede o lugar a Vernon Wong que mantém a pressão.
Aos 85' Alex Sampaio é substituído por Oswaldo Noronha, um exemplo de enorme dedicação e total amadorismo que merece destaque. Oswaldo é um atleta que não desiste e está sempre presente, merecendo com isso um destaque especial aqui.

March 18, 2015

OS PLANOS QUINQUENAIS DA R.P. DA CHINA





O desmedido e inacreditável crescimento da R.P. da China, quer a nível económico quer, ainda, a nível tecnológico e desportivo, levou escassos 30 anos.

Quando decidiu finalmente participar nos Jogos Olímpicos, após uns ensaios muito longínquos, foi em 1984, em Los Angeles, após o reconhecimento do Comité Olímpico da R.P.C. em 1979, após anos de luta política com Taiwan.

Nesse ano, para estreia, a China ganhou 15 medalhas de ouro, tendo ficado classificada em 4o. lugar no resultado final.
Mas já há muito se percebeu que a R.P. da China tem planos para o seu fortalecimento e expansão.

Dentro dessa política de desenvolvimento e expansão, veja-se esta notícia com uma fotografia do Presidente Xi Jing Ping a impulsionar por via escolar e tecnológica o desenvolvimento do futebol e, consequentemente - no caso chinês - do futebol de competição e reavivar as fortunas originadas pelo futebol, devidamente controladas pelas campanhas anti-corrupção, para maior diversificação e riqueza de um país que tem tanta gente, e equipas financeiramente tão poderosas, que não custa muito perceber que os Planos Quinquenais da R.P. da China abarcam tudo e graças a eles, a velocidade de recuperação em relação a outros países, incluindo a Europa, é espantosa.

Nós, por cá, limitamo-nos infelizmente a ouvir responsáveis dizer que muitas equipas que cá vieram jogar elogiaram os relvados dos campos de Macau - inegáveis no seu sentido de humor - enquanto, mais uma vez se vê, infelizmente, como o futebol de Macau, sem sólidas bases de formação, se fica pelo caminho, infelizmente, logo na primeira eliminatória.

Que cada um, com a maior objectividade, tire as suas conclusões.


March 9, 2015

A OVA DO PRESTÍGIO...





No texto anterior, designado de Trincheira, tive oportunidade de, mais uma vez, falar da necessidade de uma boa gestão desportiva, quando se tem como paradigma o modo como é organizado o Grande Prémio de Macau, o maior cartaz internacional do Território.
Entretanto, por razões bizantinas, o campeonato de futebol de Macau foi suspenso por todo o mês de Março, tendo suscitado reacções muito negativas na imprensa, por parte dos clubes e equipas chamados a pronunciarem-se, demonstrando o quanta razão nos assistia no texto que escrevemos.
Com efeito, pensar-se-ia que as selecções treinariam diariamente, que entrariam em estágio intensivo. Mas tal não acontece. As selecções não treinam diariamente, os sub-23 não são a selecção, são uma invenção da A.F.M., tanto quanto os sub-18 e sub-16 e tudo não passa de uma crassa incompetência da Associação de Futebol de Macau que, de gestão, estamos conversados. Como diz o ditado: dá deus nozes...
Agora, para compôr o ramalhete, o Sporting Clube de Macau foi informado pelo Instituto dos Desportos de que, a partir do dia 15 do corrente mês de Março, o chamado Quintal Desportivo, onde muitas equipas treinam, vai ser fechado para "descanso" do já inexistente relvado natural.
É tudo surreal e trágico, pois muitas das equipas que não têm a fortuna e privilégio de treinar nos estádios, vão ficar sem o único lugar para treinarem, exactamente a 15 dias do recomeço do campeonato.
Em termos de coordenação entre Associação e Instituto do Desporto, estamos perante um caso de puro humor negro. O campeonato pára um mês e nos quinze dias anteriores ao seu reinício, tira-se o tapete debaixo dos pés das equipas que não têm o privilégio de treinar em estádios de futebol, e tudo por causa da extrema teimosia em não se encarar a alternativa da relva sintética de última geração e da ausência de um diálogo construtivo com os clubes. No desporto em Macau, a prática tem sido fazer as asneiras primeiro e falar depois.
Com efeito, o paradigma do Grande Prémio, dos Jogos da Ásia Oriental e outras escassas organizações constituem excepções à regra do autêntico lamaçal em que se encontra o futebol de Macau e a sua gestão e organização.
Como já foi dito, em situações verdadeiramente kafkianas como esta, a lama não cai sobre os clubes e equipas. A lama do mau desempenho e da descoordenação cai sobre as entidades directamente responsáveis. Por isso, porque defender a relva natural como fonte de prestígio do futebol de Macau é uma óbvia falácia, seria verdadeiramente urgente que se criasse uma Comissão Coordenadora para o Futebol, despojada de intuitos eleitoralistas, e constituída por profissionais competentes na organização e gestão de recursos materiais e humanos e com profundos conhecimentos do futebol - capazes de criar uma verdadeira Liga, promover à verdadeira formação de árbitros e de um seu organismo autónomo - fosse encarregue de organizar os campeonatos de futebol, assegurar uma correcta gestão de recursos materiais e humanos.
Profissionais competentes há-os em Macau, com experiência e saber, e em Portugal, profissionais e árbitros desempregados há-os às centenas.
É que, já neste momento, não sei como os clubes verbalizarão mais esta machadada na difícil existência do futebol de Macau, se não se tomarem medidas que resgatem definitivamente o estado actual do futebol em Macau que vai de mal a pior.

February 26, 2015

A TRINCHEIRA



No bilionário território em que vivemos, o Grande Prémio de Macau é o acontecimento desportivo mais relevante do ano. A sua preparação exige não apenas a convocação de todos os recursos disponíveis localmente mas, também, a inspecção de todo o piso da pista, palmo a palmo, pela F.I.A. (Fedération Internationale de l'Automobile) porque o desporto, qualquer desporto, tem a sua quota parte de risco que pode perigar vidas. Macau já viu morrerem vários pilotos, no decorrer da sua longa história.

Assim, serão sempre de aplaudir todas as medidas tendentes a aumentar a segurança e a necessária qualidade do percurso, o que tem sido conseguido.

Tem assim, Macau, no Grande Prémio, um exemplo, não só de grande qualidade organizativa e de afectação de meios e recursos, como tem - curiosamente - passado despercebido como o paradigma organizativo e de standardização daquilo que deveriam ser os parâmetros organizativos de todos os eventos desportivos em Macau, porque existe uma referência.

Assim, tudo o que esteja abaixo dessa referência pode e merece ser classificado de sofrível, medíocre ou mau.

E neste último degrau está o futebol em Macau, por muito que doa a quem doer, é tão mau que qualquer equipa das distritais portuguesas daria cabo da melhor equipa da paróquia.

E é mau porque tudo está mal. O dono dos campos gere-os e quere-os de determinada maneira, relvados que acabam a meio do campeonato em recintos calvos, daquela calvície feita de abuso, de incontinente gestão, de excesso, o que se traduz em duas palavras: má gestão.

O abuso é tão grande que resolvi intitular este texto de TRINCHEIRA como referência ao desgaste feito na relva e no próprio terreno onde o fiscal de linha corre, para a frente e para trás por 5 jogos semanais, um verdadeiro atentado a qualquer relvado natural. Espelha, de certo modo, o futebol em Macau.

O modelo organizativo dos campeonatos de futebol de Macau, precisa de ter, como paradigma, a organização do Grande Prémio e a nomeação de uma equipa verdadeiramente qualificada para resolver, de vez, os inúmeros problemas que começam com campos de relvado natural que se inutilizam num mês, constituindo-se em pisos perigosos que nenhuma Federação ou organismo responsável (sim, eu disse responsável) permitiria fosse utilizado. Por outro lado, os árbitros são, incrivelmente, funcionários da Associação que organiza, com a qualidade xunga a que nos habituou, o pontapé na bola em Macau, e onde inclui num acordo consigo mesma, as equipas dos sub-qualquer-coisa por si própria patrocinadas para um campeonato por si organizado.  
E, a agravar tudo isto, vem o facto de essas equipas pobremente treinadas, serem as únicas que podem treinar nos estádios, salvo as raríssimas excepções que confirmam a regra, fruto de milagres que não sabemos (nem queremos) operar.

A situação dos árbitros é uma questão que qualquer entidade verdadeiramente responsável veria com maus olhos, sabido como é necessário e fundamental que a arbitragem esteja integrada num organismo interiamente independente. É que, como com a Mulher de César, não basta ser-se honesto, é preciso parecê-lo.

E porque todos os desportos devem merecer o mesmo respeito e qualidade organizativa referenciada pelo exemplo do Grande Prémio, direi ainda que o futebol em Macau padece de uma crassa má gestão alimentada por uma ignorância enorme sobre o que é gestão de recursos. Há uma inflacção de divisões mais do que inútil e visível, campeonatos de futebol com meras dez equipas cada, situação absolutamente desnecessária e dispensável. Ironicamente um dos campos, o mais histórico, está promiscuamente envolvido com cães e os seus dejectos, fonte excelente de tétano.

Tem o Sporting Clube de Macau lutado por relvados sintéticos de última geração, que oferecem uma enorme capacidade de utilização intensiva, que é o que faz falta em Macau.

Porém, ao contrário do que, numa sociedade desenvolvida seria o acolhimento de ideias assumidamente óbvias, prevalece a preocupação pelas aparências, própria das sociedades retrógradas e paroquiais onde o pequeno poder é isso mesmo, pequeno.

Isto é, onde a importância da relva natural como factor de prestígio é mais importante do que a correcta gestão dos espaços e da classificação internacional. Face ao ratio entre o poder económico de Macau e o seu futebol, a equação atinge o ridículo.

Por tudo isto parece óbvio que o futebol em Macau só encontrará capacidade para se desenvolver verdadeiramente quando for criado um organismo oficial, à semelhança do Grande Prémio, acima de quaisquer suspeições, composto por especialistas que abundam por esse mundo. É de qualidade que se fala, é de experiência internacional que se deseja, é de organização qualificada em vez da mediocridade paroquial inteiramente desadequada ao nível económico de Macau. É preciso que esteja alinhada pela fasquia organizativa do Grande Prémio.

A acentuar esta situação, a entidade que organiza os campeonatos locais, sem qualquer consideração pelos clubes e equipas neles envolvidos, resolve suspender os jogos do campeonato de Macau durante todo o mês de Março para que se realizem apenas quatro jogos para os Asiáticos, como se pode ver aqui. Será certamente por uma questão de prestígio da relva.

Isto significa que, de repente, sem o cuidado de falar com os clubes e equipas - pelo menos o Sporting Clube de Macau não foi informado - suspende-se o ritmo de um campeonato por um mês, com a sobrecarga de despesas com ordenados que facilmente se adivinha e o total desrespeito para com todas as equipas e clubes de Macau e pelas competições que a Associação organiza.

Alguém disse-me um dia que o futebol não tinha público. Eu concordo inteiramente. Mais ainda, digo que nós somos quem mais público apoiante leva ao estádio. Mas perante tal afirmação fica a pergunta cuja resposta aguardo: e a culpa é de quem?

Este é o Campeonato de Futebol de Macau, de uma das mais ricas cidades do mundo mas de uma pobreza organizativa que, se não fosse tão trágica, seria o gáudio do mundo.

Esperam-se mudanças de fundo.

January 25, 2015

ESFORÇO, ABNEGAÇÃO E CRENÇA. UM EMPATE COM TODO O SABOR A VITÓRIA


No segundo jogo da época, o Sporting Clube de Macau defrontou a Casa do Benfica de Macau.
Com uma praga de lesões já anunciadas na imprensa local, desde a operação de Jardel até às lesões de jogadores nucleares, que foram sendo debeladas, e outras ainda como febres altas de sexta para sábado, vieram ainda debilitar mais o plantel do Sporting que se iria defrontar com um plantel de luxo, segundo os especialistas.

Alinharam:
Juninho na baliza.
Defesa: Amâncio Goitia, Edgar Silva, Óscar Ieong Wai Hou e Chan Pak Chun
Médios: Gaspard Laplaine, Timba Eder, Bruno Brito e Pedro Maia
Avançados: Tavares  e Hó Man Hou
 
O jogo começou com um ataque a todo o gás do Benfica que provocou canto ao primeiro minuto. Bruno Brito dá, de imediato uma boa réplica na baliza oposta.
Os encarnados trocavam a bola, procurando enredar o Sporting que assistia, aguardando. Era o tomar do pulso, e a tentativa de acabar com o jogo o mais depressa possível. Porém a defesa do Sporting estava impenetrável. Meio campo e defesa uniam-se para rechaçar a equipa adversária, o tal plantel de luxo.
 Mas como o vento nunca sopra só para um lado, dá-se um ataque do Sporting pela esquerda, e Martin Hó Man Hou esteve a centímetros de marcar. No "ressalto", e com o Sporting todo balanceado ao ataque, com os sectores todos mais avançados, a bola é disputada entre um defesa do Sporting e um atacante adversário, ficando a meia distância entre o atacante e o guarda-redes Juninho que defende derrubando o adversário. Foi tudo fulgurante. Num momento o Sporting está prestes a marcar, e no momento seguinte dá-se um penálti.
O penálti, marcado, e depois remarcado por decisão do árbitro, deu vantagem aos 43' de jogo. 1-0 ganhava o Benfica.
 
INTERVALO
 
Após o intervalo, o Sporting entra mais entrosado. A conversa com o treinador deve ter resultado. Os leões agigantavam-se lentamente. 
Aos 54' Tavares pede para saír. A lesão incomoda e entra o ponta-de-lança, Chan Kin Seng, que se iria revelar muito combativo. 
Aos 57" o treinador refresca o meio campo com a entrada de Alex Imberibeira para o lugar de Pedro Maia.
Nas bancadas, apenas a falange de apoio do Sporting se faz ouvir, mais nada.
No relvado o Sporting começa um assédio constante à baliza dos encarnados, agora reduzidos a defenderem, a porem um autocarro à frente da baliza, como a Polícia o tinha feito contra o Sporting na semana anterior.
Há algumas faltas desnecessárias, os habituais teatros para ganhar tempo, coisa que indicia desconforto do time de luxo.
Aos 79' entra Henrique Ferreira para o lugar de Timba Eder. O Sporting estava mesmo balanceado ao ataque. E por volta dos 88' minutos, em mais um dos muitos ataques, Gaspard Laplaine, o tanque, remata para golo, mas um defesa contrário faz questão de dar uma ajuda. Estava feita a mais que merecida igualdade. 
Não reparámos quantos foram os minutos de desconto mas o Sporting dominava de tal maneira que se o árbitro não apita para terminar, sairiamos do campo vitoriosos.
Como não acreditamos em vitórias morais, diremos que foi um empate com todo o sabor a vitória contra a tal equipa que a imprensa, muito apropriadamente apelida de luxo. 
 
Viva o Sporting Clube de Macau!!!

 

December 11, 2014

ENTRE CEGUEIRA, VISLUMBRE E VISÃO


A hipótese de Liedson vir jogar para o Sporting Clube de Macau, além de constituir um exemplo de empreendedorismo e visão, ela representa a compreensão das potencialidades da cidade com o terceiro PIB mais alto do mundo, acima da Suíça, embora com uma distribuição discutível da riqueza e, igualmente, do facto de ser a montra para a maior economia do mundo, a República Popular da China.

Assim, a potencial vinda de Liedson para o Sporting Clube de Macau constitui como que um sinal de alerta para Portugal e Brasil e seus empresários, em relação a uma cidade que só ela constitui um mercado de 30 milhões de visitantes ansiosos de gastarem dinheiro e apenas uma ínfima fracção do maior mercado do mundo.

Macau assume-se assim, com Liedson, no paradigma das potencialidades que empresas portuguesas e brasileiras parecem querer desconhecer. Hoje em dia, muitos dos negócios do futebol, em si, estão ligados a outros, de um modo holístico, particularmente numa cidade onde os lucros com o jogo foram, em 2013, da ordem de 4.400 mil milhões de USDólares mensais.

Esse paragidma é, também uma voz da consciência sobre o que a maioria das grandes e médias empresas portuguesas e brasileiras estão a fazer em Macau e, ou, a partir de Macau.
Quase nada! No entanto, as grandes marcas internacionais apostam no Grande Prémio de Macau, o maior evento automobilístico que constitui porta de entrada dos pilotos de Fórmula 3 para Fórmula 1. 
Caso para dizer que, se "santos da casa não fazem milagres", será que os de fora sabem o potencial deste "santuário"?
É que Promoção e Marketing são instrumentos fundamentais nos dias de hoje. É tudo uma questão de visão.

December 4, 2014

BATEM LEVE, LEVEZINHO...


Portugal e Macau, cada um à sua maneira, estão em polvorosa com a revelação da potencial vinda do Liedson para o Sporting Clube de Macau.
A revelação foi feita pelo Sr. Marcelo Robalinho, da Think Ball e decorre de uma visita que fez a Macau onde se encontrou comigo em Outubro p.p.
Marcelo Robalinho é um homem com visão, coisa que muito aprecio, porque mostrou que vê longe e sabe para onde vai, o que é, realmente, raro. Poucas vezes tenho encontrado pessoas que têm uma visão bem definida e uma estratégia para alcançar objectivos e trazer consigo outros beneficiários.
Pode até nem se concretizar a vinda do Liedson para uma das mais sólidas equipas de Macau, aquela que mais créditos tem firmados, com protocolo assinado com o FC Osaka para intercâmbio de jogadores, ou com um acordo com a Think Ball. Mas que ficou provado que nada é impossível, lá isso ficou.
O Sporting Clube de Macau sabe a importância que tem, que é pequena em si, mas sabe também que é, potencialmente, um forte interlocutor nesta plataforma chamada Macau, que a China designou como a plataforma da Lusofonia.
Assim, o Levezinho teria à sua espera uma equipa cheia de dignidade, de prestígio conquistado a pulso, e juntos seriam um cartaz que ajudaria a dizer ao Ocidente, que por aqui bem perto anda um Marcelo Lippi, Ericsson, e um mercado tão enorme que é capaz de pagar 10 milhões de Euros/ano por Lippi, e Sven-Göran Ericsson que treina outro clube da primeira liga.
Estes movimentos, estes potenciais interfaces, apostam no futebol do futuro, que é, a meu ver, a Ásia, porque se hoje o Tanaka joga no Sporting, jogadores coreanos como Son Heung Min, Ji Dong Won, Koo Ja Cheol e Hong Jeong Ho estão na Bundesliga e os Japoneses não têm menos representantes como Shinji Kagawa, Honda, e companhia.
Assim, o que vale sobretudo o gesto e - se possível - a presença do Levezinho, é a demonstração de que se calhar o paradigma do futuro passa por esta zona do globo, onde o dinheiro não falta em países como a China, o Japão, a Coreia, e onde o investimento ocidental caberá a quem souber ler o futuro.
Este "caso" é uma metáfora do que é o verdadeiro empreendedorismo.
Por isso, só cabe ao Sporting Clube de Macau saudar o Sr. Marcelo Robalinho pelo seu espírito inovador e a sua visão.
Caso para dizer a esse respeito que... "tamos juntos".